Cigarrinha do milho: como controlar a praga e proteger o potencial produtivo da lavoura

O manejo da cigarrinha exige prevenção, monitoramento e decisão técnica no momento certo para evitar perdas de produtividade e desuniformidade no campo. A cigarrinha-do-milho segue entre os principais desafios fitossanitários da cultura, especialmente em áreas onde há continuidade de hospedeiros, alta pressão populacional e atraso no início do manejo. Mais do que a presença do inseto, o grande risco está na transmissão de patógenos, que compromete o desenvolvimento vegetativo da planta e afeta diretamente a formação e o enchimento das espigas. Na prática, o produtor percebe reflexos claros no resultado final da lavoura: plantas atrofiadas, grãos chochos, estande desuniforme e queda expressiva no potencial produtivo. Por isso, controlar a cigarrinha não é apenas uma ação pontual. É uma estratégia de manejo que precisa começar cedo e ser sustentada ao longo do ciclo. Por que a cigarrinha do milho preocupa tanto? A cigarrinha Dalbulus maidis é um vetor eficiente e rápido. Quando infectada, ela transmite patógenos ainda jovem e amplia a pressão de infecção logo no início do desenvolvimento da cultura. Isso reduz a capacidade da planta de transportar fotoassimilados, prejudica seu crescimento e compromete estruturas diretamente ligadas à produtividade. O problema se agrava quando a área apresenta ponte verde, com milho voluntário, restos culturais e condições que favorecem a permanência do inseto entre ciclos. Nesse ambiente, a praga encontra abrigo e continuidade, dificultando o controle e elevando o risco de perdas irreversíveis. Eliminar a ponte verde é o primeiro passo Um dos pontos mais importantes no manejo da cigarrinha é eliminar fontes de sobrevivência da praga fora do ciclo comercial da lavoura. A ponte verde mantém o inseto ativo na área e favorece a transição de populações entre uma lavoura e outra. Na rotina do campo, isso significa atenção ao milho tiguera, às plantas voluntárias nas bordaduras, carreadores e áreas vizinhas, além da boa gestão de restos culturais. Quando esse controle não é feito, a pressão inicial sobe e o produtor entra na safra já em condição desfavorável. Manejo integrado de pragas precisa ser prioridade O controle da cigarrinha não deve depender de uma única ferramenta. O caminho mais consistente é trabalhar dentro de um programa de Manejo Integrado de Pragas, combinando monitoramento, posicionamento correto das aplicações e integração entre estratégias compatíveis com a realidade da área. Esse raciocínio é importante porque melhora a eficiência do controle, reduz falhas de manejo e ajuda a diminuir pressão de seleção por resistência. Também permite preservar inimigos naturais e organizar as intervenções com mais critério técnico, evitando aplicações desconectadas do nível real de infestação. Quebrar o ciclo da praga exige ação preventiva No caso da cigarrinha, esperar o problema se instalar para depois agir costuma custar caro. O manejo precisa ser preventivo, com foco em reduzir a população do vetor desde o início do ciclo da cultura. Essa antecipação é decisiva porque, quando a pressão aumenta e a transmissão já ocorreu em larga escala, parte do dano produtivo deixa de ser reversível. Em outras palavras, o produtor não pode enxergar a cigarrinha apenas como presença de inseto, mas como risco de infecção e perda estrutural de desempenho da lavoura. Estratégia híbrida aumenta a proteção da lavoura Outro ponto importante é trabalhar com estratégia híbrida, integrando controle químico e biológico conforme o nível populacional e o momento da cultura. Essa combinação tende a ampliar a proteção do potencial produtivo quando bem posicionada dentro do manejo. O ganho dessa abordagem está na complementaridade. Em vez de apostar tudo em uma única frente, o produtor fortalece o sistema de controle e constrói uma resposta mais robusta diante de diferentes cenários de infestação. Outros cuidados que fazem diferença no campo Além das medidas principais, há outros fatores que pesam no sucesso do manejo. A escolha de híbridos menos suscetíveis, o início precoce do controle, o uso de armadilhas e vistorias frequentes e o ajuste fino da tecnologia de aplicação estão entre os pontos que não podem ser negligenciados. Na prática, isso reforça uma verdade do manejo moderno: o resultado não vem de uma decisão isolada, mas do conjunto. Quando o produtor conecta genética, monitoramento, prevenção e aplicação bem feita, a chance de reduzir perdas aumenta de forma consistente. Recomendações técnicas da Assistec Agrícola Em áreas com histórico de pressão de cigarrinha, a recomendação é não esperar sintomas avançados para reagir. O ideal é começar com um plano de manejo bem definido, voltado à prevenção e sustentado por monitoramento técnico constante. Dentro dessa lógica, alguns cuidados devem entrar na rotina da lavoura: Quando a tomada de decisão é antecipada e baseada em critério técnico, o produtor reduz o risco de entrar atrasado no controle e protege melhor o investimento feito na cultura. Visão de médio prazo para o milho O manejo da cigarrinha do milho exige cada vez mais disciplina operacional. Em muitas regiões, a pressão da praga já não pode ser tratada como evento pontual, mas como parte do planejamento da safra. Isso exige visão de sistema. O produtor que trabalha bem a entressafra, organiza o controle preventivo e acompanha o campo com proximidade tende a preservar melhor o estande, a uniformidade e o teto produtivo da lavoura. E, no milho, esses três pontos fazem diferença direta no fechamento da conta. Conclusão Controlar a cigarrinha do milho não depende apenas de reação, mas principalmente de antecipação. Eliminar a ponte verde, priorizar o manejo integrado, quebrar o ciclo da praga e combinar estratégias de controle são medidas que aumentam a segurança da lavoura e ajudam a proteger o potencial produtivo desde o início. Mais do que combater o inseto, o objetivo é evitar que a pressão sanitária comprometa a estrutura da produção. É nesse ponto que a assistência técnica faz diferença: transformar informação em manejo, manejo em decisão e decisão em resultado no campo. Fonte: Revista Campo & Negócios. Matéria: “Dicas para controlar a cigarrinha do milho”.

Conflito no Oriente Médio pressiona mercado de ureia e acende alerta para o agro brasileiro

Entenda por que a tensão geopolítica em uma das principais regiões exportadoras de fertilizantes do mundo pode afetar custos, logística e decisões de compra no campo. O mercado global de fertilizantes voltou ao radar dos produtores e consultores técnicos após o agravamento das tensões no Oriente Médio. Em um cenário em que a região concentra uma fatia expressiva das exportações de ureia, amônia e DAP, qualquer instabilidade geopolítica tende a provocar reações imediatas na oferta, na logística e na formação de preços. Para o agro brasileiro, o tema merece atenção. Mesmo que o impacto não seja uniforme em todas as regiões e culturas neste exato momento, a sinalização de risco sobre um insumo estratégico como a ureia reforça a importância de um planejamento nutricional mais criterioso, de compras bem posicionadas e de acompanhamento técnico constante do mercado. Por que esse movimento importa para o produtor rural? O ponto central da preocupação é o peso do Oriente Médio no comércio internacional de fertilizantes. Quando uma região com elevada participação nas exportações globais entra em zona de conflito, o mercado reage rapidamente com retirada de ofertas, aumento da cautela entre fornecedores e maior volatilidade nos preços. Além do aspecto comercial, existe o fator logístico. O estreito de Hormuz, rota estratégica para o escoamento de fertilizantes, volta a ser visto como ponto sensível. Se navios evitam a passagem ou se os custos de seguro e frete sobem, o reflexo aparece no custo final do insumo importado. Em outras palavras, mesmo quando não há uma interrupção total do abastecimento, o simples aumento do risco já pode encarecer operações e reduzir a previsibilidade para quem depende de nitrogenados no manejo da lavoura. O que pode mudar no mercado da ureia? A ureia é uma das principais fontes de nitrogênio utilizadas na agricultura e tem forte peso no custo de produção de diferentes sistemas. Quando o mercado identifica risco sobre a oferta internacional, dois efeitos costumam ganhar força: valorização dos preços e postura mais defensiva dos vendedores. Esse ambiente reduz a tranquilidade nas negociações e pode alterar o timing ideal de compra. Em mercados mais pressionados, a reposição fica mais cara, o intervalo entre oferta e entrega pode aumentar e o produtor passa a operar com menor margem para esperar. No caso brasileiro, esse ponto é ainda mais relevante porque o país depende fortemente de importações para suprir sua demanda por fertilizantes nitrogenados. Isso significa que movimentos externos, mesmo originados longe da fazenda, têm potencial direto de influenciar o custo por hectare e a estratégia de adubação. Impacto imediato no Brasil tende a ser moderado, mas o sinal é de atenção O calendário agrícola reduz parte da pressão no curtíssimo prazo sobre o mercado brasileiro, já que o país não vive neste momento o pico mais intenso de compras de nitrogenados. Ainda assim, isso não elimina o risco. Se o conflito se prolongar, se houver maior restrição logística ou se novos países forem envolvidos, o mercado pode passar a precificar um cenário mais duro nas próximas semanas. Isso tende a afetar não apenas a ureia, mas também outros fertilizantes ligados à dinâmica internacional de oferta, energia e frete. Para culturas que exigem planejamento nutricional ajustado, o encarecimento de insumos pode apertar margens e exigir decisões mais técnicas sobre dose, momento de aplicação e eficiência de uso dos nutrientes. Recomendações técnicas da Assistec Agrícola Diante de um mercado internacional mais sensível, a principal recomendação é evitar decisões tardias ou baseadas apenas em expectativa de recuo de preço. Em cenários instáveis, o custo de esperar pode ser maior do que o benefício de tentar acertar o melhor ponto de compra. Do ponto de vista técnico e de gestão, algumas medidas ganham ainda mais importância: Mais do que reagir ao noticiário, o produtor precisa traduzir esse cenário em manejo. Quando há volatilidade internacional, a organização da compra e o ajuste fino da recomendação técnica passam a valer ainda mais dentro da conta final da safra. Visão de médio prazo para a safra O atual quadro geopolítico reforça uma lição importante do agro moderno: produtividade não depende apenas da operação dentro da fazenda, mas também da capacidade de antecipar movimentos do mercado global. Fertilizantes seguem sendo uma variável crítica na rentabilidade de soja, milho e outras culturas de alto investimento. Por isso, acompanhar a conjuntura, proteger margem e sustentar decisões com dados de campo se torna cada vez mais necessário. Em momentos como este, a assistência técnica faz diferença justamente por conectar cenário internacional, realidade regional e recomendação prática. É isso que permite ao produtor agir com mais segurança, sem improviso e com foco em resultado. Conclusão O conflito no Oriente Médio não deve ser visto apenas como uma notícia de mercado externo, mas como um fator com potencial de repercussão direta sobre custos, logística e planejamento agrícola no Brasil. Ainda que os efeitos imediatos possam ser limitados no curto prazo, o quadro já exige monitoramento atento. Para o produtor rural, o caminho mais seguro é trabalhar com informação, planejamento e suporte técnico qualificado. Em um ambiente de maior incerteza, antecipação e decisão bem orientada continuam sendo as ferramentas mais eficazes para proteger a produtividade e a rentabilidade da lavoura. Fonte: Revista Campo & Negócios. Matéria: “Conflito no Oriente Médio coloca em risco 41% da ureia exportada no mundo”.

Milho segunda safra: estresse climático e desequilíbrios nutricionais desafiam produtividade no campo

Na safrinha, preservar potencial produtivo depende de decisão técnica antecipada, equilíbrio nutricional e manejo ajustado à realidade climática da área. O milho segunda safra segue como um dos principais pilares da produção brasileira, mas também concentra riscos importantes ao produtor. Por coincidir com um período de maior pressão hídrica e térmica em várias regiões, a cultura fica mais exposta a perdas de desempenho quando clima e nutrição não caminham em equilíbrio. Na prática, isso significa que não basta implantar bem a lavoura. Para sustentar produtividade até o final do ciclo, é preciso proteger a planta justamente nos momentos em que ela mais precisa de estabilidade fisiológica. E é nesse ponto que estresse climático e desequilíbrios nutricionais passam a pesar de forma direta no resultado por hectare. Por que o milho segunda safra é mais sensível a esses desafios? O milho safrinha normalmente se desenvolve em uma janela mais apertada e sob maior risco de déficit hídrico, calor excessivo e oscilações bruscas de temperatura. Quando esses fatores coincidem com fases decisivas, como pendoamento e enchimento de grãos, a planta tende a reduzir sua taxa fotossintética e redirecionar energia para a própria sobrevivência. O reflexo disso no campo é claro: menor acúmulo de matéria seca, formação menos eficiente e redução do peso final dos grãos. Em lavouras que já entram nessa fase com restrições nutricionais, o dano pode ser ainda maior, porque a planta perde capacidade de reação exatamente quando deveria estar convertendo estrutura vegetativa em produção. Déficit hídrico e calor afetam mais do que o visual da lavoura Muitas vezes o produtor percebe primeiro os sintomas visuais do estresse, mas o impacto real acontece dentro da fisiologia da planta. Sob falta de água e calor intenso, o milho fecha estômatos, reduz atividade metabólica e compromete o transporte de compostos essenciais à formação dos grãos. Isso significa que mesmo uma lavoura aparentemente bem implantada pode perder rendimento de forma silenciosa quando atravessa períodos críticos sem suporte adequado. O problema não está apenas em “sentir seca”, mas em como a planta responde a ela ao longo do ciclo. Desequilíbrios nutricionais limitam teto produtivo mesmo sem estresse extremo Outro ponto importante é que nem toda perda está ligada apenas ao clima. Solos em desequilíbrio nutricional reduzem o potencial produtivo mesmo quando a severidade climática não é tão intensa. Isso porque macro e micronutrientes participam diretamente do metabolismo vegetal, da translocação de fotoassimilados e da formação de estruturas reprodutivas. Quando há deficiência nutricional, a planta perde eficiência para transportar açúcares e compostos orgânicos das folhas até a espiga. O resultado pode aparecer em menor número de grãos por espiga, enchimento incompleto e perda de peso final, o que compromete produtividade e rentabilidade da safra. O manejo precisa começar antes da semeadura Uma das principais lições para o milho segunda safra é que correção de rota tardia costuma ter alcance limitado. O manejo mais eficiente começa antes do plantio, com leitura correta da janela, escolha de material adaptado à região e definição de uma estratégia nutricional coerente com o ambiente de produção. Quando o produtor respeita o zoneamento agrícola e busca reduzir a exposição da lavoura a períodos críticos de seca ou frio mais intenso, ele já melhora a base do sistema. Da mesma forma, ao implantar a cultura com bom arranque inicial e maior uniformidade, ganha mais estabilidade para enfrentar oscilações ao longo do ciclo. Uniformidade inicial influencia a resposta da lavoura ao estresse No milho, lavoura desuniforme costuma responder pior aos desafios climáticos e nutricionais. Plantas em estágios diferentes competem de forma desigual por água, luz e nutrientes, e isso reduz o desempenho coletivo do talhão. Por isso, o arranque inicial precisa ser encarado como um fator estratégico. Quanto mais vigorosa e homogênea a emergência, maior a chance de a área atravessar momentos de pressão com melhor estabilidade fisiológica e produtiva. Recomendações técnicas da Assistec Agrícola No milho segunda safra, o produtor precisa trabalhar com visão integrada. Clima, solo, genética, nutrição e timing operacional não podem ser analisados separadamente. O melhor resultado vem quando o manejo é construído como sistema. Dentro dessa lógica, alguns pontos merecem atenção prática: Na prática, proteger o milho safrinha não é apenas reagir ao estresse quando ele aparece. É construir a lavoura para suportar melhor esse ambiente desde o começo. Visão de médio prazo para a safrinha Com o aumento da exigência por eficiência, o milho segunda safra demanda cada vez mais precisão técnica. O produtor que trabalha apenas com manejo genérico tende a ficar mais exposto, principalmente em anos de maior irregularidade climática. Por outro lado, quem organiza melhor a implantação, ajusta a nutrição ao ambiente produtivo e antecipa decisões críticas costuma preservar melhor o enchimento de grãos e a estabilidade da produtividade. No cenário atual, essa diferença pode ser determinante no fechamento da conta. Conclusão O potencial do milho segunda safra depende de uma combinação equilibrada entre ambiente, nutrição e manejo. Déficit hídrico, altas temperaturas e oscilações climáticas pesam muito sobre a cultura, mas seus efeitos se tornam ainda mais severos quando a lavoura já parte de uma base nutricional desajustada. Por isso, a recomendação é clara: o produtor precisa olhar para a safrinha com planejamento técnico desde antes da semeadura. Quando o manejo antecipa risco, protege o arranque inicial e sustenta o metabolismo da planta nas fases críticas, a lavoura ganha mais condição de transformar potencial em resultado. Fonte: Revista Campo & Negócios. Matéria: “Estresse climático e desequilíbrios nutricionais desafiam potencial do milho segunda safra”.

Novo herbicida de ponta para o milho e tecnologias para cereais são temas da Sipcam Nichino na Copercampos 2026

Campos Novos (SC) – Companhia destaca resultados no controle de plantas daninhas de milho e apresenta ampla linha de soluções ao produtor no evento de Campos Novos. Centrado na inovação, no lançamento de soluções e no debate sobre tendências do agronegócio, o Show Tecnológico Copercampos chega à 30ª edição. No período de 24 a 27 deste mês, na catarinense Campos Novos, 210 expositores e mais de 20 mil pessoas são esperados. Uma das referências do mercado de agroquímicos, a Sipcam Nichino Brasil leva para o evento seu mais recente lançamento para o cultivo do milho, o herbicida Click® Pro, que reúne as moléculas terbutilazina e mesotriona. Conforme o engenheiro agrônomo José de Freitas, da área de desenvolvimento de mercado, trata-se de um herbicida de ação pós-emergente, altamente seletivo para o milho, indicado ao manejo de monocotiledôneas e dicotiledôneas. “Apresenta controle superior de folhas largas e gramíneas, com longo efeito residual na pós-emergência, inclusive sobre espécies resistentes ao glifosato e à atrazina”, ele resume. Segundo ele, o novo herbicida passou por avaliações a campo realizadas por consultorias e institutos de pesquisa de renome, entre estes Fundação ABC, Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária, Crop Pesquisa, Dashen, Centro Agro e Desafios Agro. “As análises demonstraram que a solução apresenta ação sinérgica entre os ativos e age eficazmente no manejo das plantas daninhas resistentes dentro do cultivo do milho.” Soluções para cereais Conforme Freitas, a companhia também expõe no Show Copercampos diferentes soluções para cereais, inclusive a tecnologia para tratamento de sementes Seed Pro, formada pelos fungicidas Torino® e Tiofanil®, além dos também fungicidas foliares Domark® Excell, Fezan® Gold e Support®. Torino® conta com registro para tratamento de sementes na cultura do trigo e cevada. “À base dos compostos fluazinam e tiofanato metílico, age para eliminar fungos das sementes, além de proteger plantas frente a patógenos de solo e manter o potencial germinativo de lavouras, fundamental ao bom estabelecimento de estande inicial”, ele assinala. Ainda para o trigo, a companhia trata dos benefícios associados ao fungicida Domark® Excell no tratamento das doenças ferrugem da folha, mancha amarela e oídio. Para aveia, centeio, cevada, milho e trigo, continua Freitas, a Sipcam Nichino ressaltará diferenciais do fungicida Fezan® Gold, solução com indicação em bula para diferentes ferrugens e também a cercosporiose do milho. Já em relação ao fungicida Support®, para trigo e cevada, Freitas salienta a ação curativa da solução, bem como a formulação, líquida, que facilita o manuseio e entrega efetividade no manejo preventivo de doenças, entre estas a giberela em trigo e cevada e a fusariose do milho. Sobre a Sipcam Nichino Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes, e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.

Liberação de Mg e Ca nas aplicações de calcário em superfície em função da produção de acidez dos cultivos

Autor: Prof. Tarcísio Cobucci Em sistemas intensivos como soja → milho safrinha, a calagem em superfície (sem incorporação) é uma prática comum, principalmente pela logística e pelo sistema plantio direto. Porém, existe um ponto técnico que merece atenção: a reação do calcário e a liberação de Ca e Mg tendem a se concentrar, sobretudo nos primeiros anos, na camada mais superficial do solo (0–5 cm). O que este trabalho estimou (camada 0–5 cm) Resultados estimados na camada superficial (0–5 cm) Item 1º semestre – Soja 2º semestre – Milho safrinha Acidez por MAP (kg CaCO₃/ha) 8,8 4,4 Acidez por N/FBN (kg CaCO₃/ha) 45,8 85,8 Acidez por palhada (kg CaCO₃/ha) 36,0 51,5 Total de acidez 0–5 cm (kg CaCO₃/ha) 91 142 Calcário PRNT 90% (kg/ha) 101 158 CaO fornecido pelo calcário (kg/ha) 30 47 Ca disponível (kg/ha) (CaO × 0,714) 21 33 MgO fornecido pelo calcário (kg/ha) 18 28 Mg disponível (kg/ha) (MgO × 0,869) 16 24 Extração total de Ca (kg/ha) 256 126 Exportação de Ca (kg/ha) ≈ 9,7 ≈ 25 Extração total de Mg (kg/ha) 79,4 90 Exportação de Mg (kg/ha) ≈ 10,5 ≈ 27 Leitura rápida: o calcário estimado para neutralizar a acidez na camada 0–5 cm é baixo (101–158 kg/ha), e o Ca/Mg disponibilizado nessa camada (21–33 kg Ca/ha; 16–24 kg Mg/ha) é pequeno quando comparado à extração total das culturas. Por que isso importa na prática Recomendações técnicas da Assistec Visão de médio prazo Em sistemas soja → milho, a calagem superficial cumpre bem o papel de neutralizar acidez e fornecer Ca e Mg no curto prazo no topo. No entanto, em ambientes de alta produtividade, pode ser necessário combinar estratégias para que a disponibilidade de Mg acompanhe a demanda das culturas, principalmente no milho safrinha. Conclusão O ponto central é simples: calagem em superfície funciona, mas sua dinâmica é concentrada e gradual. A decisão técnica mais segura é ajustar o corretivo ao objetivo (neutralização + fornecimento) e, quando necessário, reforçar Mg para não deixar a nutrição virar limitante no momento crítico da lavoura. Crédito de autoria: Prof. Tarcísio Cobucci. Fonte: “Liberação de Mg e Ca nas aplicações de calcário em superfície em função da produção de acidez dos cultivos”, Prof. Tarcísio Cobucci (material técnico).

Menos química, mais eficiência: o papel do carbono orgânico ativo no manejo da lavoura

Quando a calda “trabalha melhor” e a rizosfera fica mais ativa, o resultado aparece em eficiência de insumos, sanidade e estabilidade do sistema. Em muitas fazendas, o gargalo não está só na escolha do produto — está em como o produto chega (qualidade da aplicação) e como a planta e o solo respondem (biologia e metabolismo). É nesse ponto que fontes de carbono orgânico ativo vêm ganhando espaço: como ferramenta para elevar a eficiência de defensivos, fertilizantes e bioinsumos, reduzindo perdas e melhorando consistência de resultado. O que é “carbono orgânico ativo” na prática O termo costuma ser usado para descrever frações orgânicas com alta funcionalidade (ex.: ácidos orgânicos e fenóis leves), capazes de atuar como tamponantes, condicionadores de calda e estímulo biológico no sistema solo–planta. A diferença não é “romântica”: produtos bem-processados têm menor carga de compostos pesados que causam borras e podem aumentar risco de entupimento e instabilidade na pulverização. Por que isso importa na eficiência de defensivos, fertilizantes e biológicos Em pulverização, o ganho costuma vir de três frentes: molhamento, espalhamento e penetração. Quando esses fatores melhoram, a absorção tende a ser mais eficiente e a aplicação perde menos para deriva/escorrimento. Na prática, a fazenda ganha em aproveitamento do insumo e, em muitos casos, reduz a necessidade de “empilhar” vários adjuvantes sintéticos na calda. Principais efeitos agronômicos atribuídos ao carbono orgânico ativo Carbono orgânico ativo e estresses: onde ele costuma “pagar a conta” Em anos de risco climático (veranico, amplitude térmica, calor), qualquer melhoria de eficiência e equilíbrio metabólico ajuda. A lógica é simples: planta menos “travada” e aplicação mais eficiente tendem a reduzir perdas e aumentar previsibilidade do manejo. Isso não substitui planejamento (janela, tecnologia de aplicação, escolha de molécula), mas pode somar quando o sistema está bem conduzido. Recomendações técnicas da Assistec Para transformar esse conceito em resultado, a régua é a mesma de sempre: diagnóstico + operacional bem feito + validação em campo. Visão de médio prazo O melhor cenário é quando a fazenda usa essas ferramentas para reduzir perdas e aumentar eficiência sem complicar o sistema. Ganho real é aquele que aparece em três pontos: menos retrabalho (reaplicações), melhor sanidade/estabilidade e melhor aproveitamento dos investimentos (defensivos, nutrição e biológicos). Conclusão Carbono orgânico ativo não é “moda”: é uma abordagem para fazer o manejo render mais — especialmente na tecnologia de aplicação e no suporte biológico do sistema. Com critério técnico e validação, vira ferramenta de eficiência e resiliência. Na Assistec Agrícola, a gente traduz isso em rotina de campo: diagnóstico, recomendação por ambiente e execução bem feita. Produtividade é o nosso alvo. Fonte: Campo & Negócios — “Menos química, mais resultado: o poder do carbono orgânico ativo na agricultura” (publicado em 19/02/2026; atualizado em 20/02/2026). Autor: Fernando Janini (Eng. Agrônomo).

Solo “vivo”: por que a produtividade nasce das relações dentro do perfil

Enxergar o solo como um sistema de conexões muda o jeito de diagnosticar problemas, priorizar manejo e proteger a produtividade safra após safra. Por muito tempo, o solo foi tratado como um “meio de cultivo” que a gente corrige: ajusta pH, repõe nutrientes e segue o jogo. Isso trouxe ganhos enormes. O ponto é que, quando a leitura fica só no químico, a fazenda corre o risco de perder o principal: a funcionalidade do solo como sistema. Uma visão mais moderna (e mais útil no campo) é entender o solo como produto de relações — ou seja, o resultado do que acontece, todo dia, entre estrutura física, biologia, matéria orgânica, água, raízes e manejo. A produtividade deixa de ser “um ponto” e passa a ser a qualidade das conexões que mantêm esse circuito funcionando. Por que isso importa na lavoura Quando as relações estão fortes, o solo ganha resiliência: infiltra melhor, segura mais água, sustenta raízes mais profundas, cicla nutrientes com mais eficiência e responde melhor a veranico, chuva intensa e variação de temperatura. Quando as relações se rompem, a lavoura vira refém de correções cada vez mais frequentes (e caras), e o problema aparece onde dói: estande, pegamento, sanidade, enchimento e teto produtivo. Na prática, muitos “mistérios” de talhão são isso: compactação + falta de energia para a biota + janelas longas sem raiz viva + baixa diversidade. O resultado é menor agregação, menor porosidade, menor infiltração e menor atividade biológica — e a cultura sente. Indicadores de campo que entregam se o sistema está conectado Recomendações técnicas da Assistec para “fortalecer as relações” O manejo relacional não é teoria: ele vira lista de decisão. Abaixo, o que mais gera resultado quando o objetivo é elevar teto produtivo com segurança: Visão de médio prazo: produtividade é infraestrutura Relações levam tempo para se consolidar. Por isso, o melhor manejo é o que funciona em “camadas” por 2–3 safras: corrigir o que limita agora, sem quebrar o que sustenta o sistema no futuro. Muitas vezes dá para ganhar produtividade no curto prazo e, ao mesmo tempo, melhorar a base do solo — desde que a estratégia seja planejada por ambiente e executada com disciplina operacional. Aqui entra um ponto-chave: o que você mede, você melhora. Quando a fazenda acompanha indicadores (infiltração, compactação, estabilidade de agregados, matéria orgânica, vigor e resposta por ambiente), fica mais fácil tomar decisão sem “chute”, economizar onde não traz retorno e colocar investimento onde destrava teto. Conclusão Solo bom não é só análise em dia — é conectividade funcionando dentro do perfil. Quando a fazenda passa a manejar essas relações, ela reduz risco, ganha eficiência e sustenta produtividade com mais previsibilidade. A Assistec Agrícola trabalha justamente para transformar essa visão em prática: diagnóstico por ambiente, recomendação técnica no detalhe e execução voltada para resultado. Porque, no fim, produtividade é o nosso alvo. Fonte consultada: Campo & Negócios — “O solo como produto de relações”, por Afonso Peche Filho (IAC). Publicado em 18/02/2026 e atualizado em 19/02/2026.

O Protagonista Complicado: Danos do Percevejo Marrom e a Mancha Púrpura

Enquanto o clima favorece o enchimento de grãos, a lavoura de soja enfrenta um “protagonista bastante complicado” na fase final do ciclo: o percevejo marrom (Euschistus heros). A presença deste inseto vai além do simples consumo da planta, representando uma ameaça dupla à rentabilidade do produtor através de danos diretos e indiretos. A Dinâmica do Dano: Sucção e Infecção O prejuízo direto ocorre no momento em que o percevejo introduz seu aparelho bucal nas vagens para sugar os nutrientes dos grãos, o que impacta o peso e a qualidade da colheita. Contudo, é o dano indireto que gera um efeito cascata preocupante. O processo de sucção cria lesões físicas nos grãos, abrindo “portas de entrada” para patógenos que estão presentes no ambiente. Impacto na Produção de Sementes O principal patógeno associado a esse ataque é o fungo Cercospora kikuchii, causador da Mancha Púrpura. A incidência desta doença é particularmente devastadora para a produção de sementes, pois a infecção pode inviabilizar o uso dos grãos para o plantio futuro. Isso frequentemente resulta no descarte de grandes volumes de produção que não atendem aos padrões de qualidade exigidos. Dada a severidade destes danos, o monitoramento não deve cessar com a proximidade da colheita. É essencial vigiar a presença destes insetos no sistema de produção continuamente para evitar que se tornem um problema recorrente que comprometa a produtividade safra após safra.

A Ameaça Silenciosa: O Complexo Spodoptera e o Risco da “Ponte Verde”

No contexto do manejo fitossanitário da soja, um subtópico que tem gerado grande preocupação entre os agricultores é a explosão populacional de lagartas do complexo Spodoptera. Diferente de outras pragas de fácil manejo, este grupo apresenta características comportamentais e fisiológicas que dificultam o controle e ameaçam diretamente a rentabilidade da lavoura. Comportamento e Danos A grande dificuldade no combate a essas lagartas reside em sua tolerância a diversos ingredientes ativos, tanto os de ação de contato quanto os de ingestão. Além da resistência química, elas utilizam o próprio ambiente a seu favor: alojam-se nas estruturas do caule, protegidas pelo dossel das plantas, e atacam quando as condições são propícias. O prejuízo é direto e severo, pois seu hábito alimentar foca justamente nas estruturas reprodutivas da planta, alimentando-se de flores e vagens, o que impacta imediatamente a produtividade final. A Importância do Manejo na Entressafra O controle dessa praga não deve se limitar ao ciclo atual da soja. É fundamental realizar o manejo antes do plantio da cultura subsequente para evitar a chamada “ponte verde”. Se as lagartas não forem controladas agora, elas criarão uma pressão muito maior sobre a fase inicial da próxima lavoura. Como o bom estabelecimento da cultura define o sucesso de todo o ciclo, negligenciar esse controle final valida o ditado agronômico de que “o que começa mal, termina mal”. Portanto, o manejo fitossanitário deve ser encarado como uma prática totalmente preventiva e contínua.

Desafios do Fechamento da Soja em 2026

À medida que a safra de soja se encaminha para o seu fechamento, o produtor se depara com um cenário de condições climáticas favoráveis, com boa disponibilidade de umidade e sol, ideais para a fotossíntese e o enchimento de grãos. No entanto, esta fase final exige atenção redobrada devido a complexas alterações fisiológicas na planta e à pressão de pragas e doenças. Equilíbrio Fisiológico e Vulnerabilidade Neste estágio, a demanda da planta por nutrientes como Potássio, Magnésio e Zinco aumenta consideravelmente. Fisiologicamente, a soja precisa equilibrar seus recursos entre a defesa e a geração de grãos. Ao ser preparada para atingir seu potencial produtivo máximo, as estruturas celulares da planta se expandem e a parede celular torna-se mais tenra. Ironicamente, isso facilita a penetração de fungos, favorecendo o estabelecimento das chamadas Doenças de Final de Ciclo (DFC’s). O Desafio das Pragas: Lagartas e Percevejos O manejo fitossanitário deve ser totalmente preventivo, visto que a cultura enfrenta ataques severos de insetos nesta fase. 1. Complexo Spodoptera: Há uma recente explosão populacional destas lagartas, que apresentam difícil controle e tolerância a vários ingredientes ativos. Elas se alojam no caule para proteção e se alimentam de flores e vagens, causando prejuízo direto à produtividade. O controle deve ocorrer antes do plantio da próxima cultura para evitar a “ponte verde”, pois o sucesso da lavoura depende de um bom começo. 2. Percevejo Marrom (Euschistus heros): Este inseto causa danos diretos ao sugar nutrientes e indiretos ao abrir portas para patógenos, principalmente a Cercospora kikuchii (causadora da Mancha Púrpura). Essa doença pode inviabilizar grandes volumes de grãos para uso como sementes. Conclusão Para garantir a produtividade, é essencial monitorar a lavoura em todos os estádios até a colheita e até mesmo depois dela, vigiando a presença desses insetos no sistema de produção. O manejo fitossanitário eficiente deve sempre considerar as boas práticas agronômicas para evitar que problemas recorrentes comprometam o rendimento final.