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Soja em MT: 26º Encontro Técnico da Fundação MT debate nematoides, mosca-branca e resistência do caruru

O 26º Encontro Técnico de Soja da Fundação MT, realizado entre 12 e 14 de maio em Cuiabá, reuniu sojicultores, técnicos e pesquisadores em torno de um tema-síntese da safra brasileira: “Cada grão importa”. A programação trouxe oito painéis técnicos cobrindo desde a retrospectiva da safra 25/26 até a fronteira da fitossanidade, mostrando que a busca por alta performance passa, hoje, por decisões integradas de manejo, mercado e tecnologia.

Os temas que moveram o encontro

Os debates passaram por mercado de fertilizantes, geopolítica do agro, gestão de riscos e a influência dos preços internacionais sobre a comercialização. Na sessão de abertura, a palestra magna “AI Economy e Deep Techs” projetou como inteligência artificial e tecnologias profundas vão redesenhar a sojicultura brasileira nos próximos cinco anos — da previsão de produtividade ao manejo sítio-específico em campo.

Fitossanidade no centro do palco

A pauta agronômica concentrou três frentes que dominam o dia a dia do produtor do Centro-Oeste:

  • Nematoides: manejo integrado com rotação, cultivares tolerantes e bionematicidas como prioridade nas áreas com histórico de queda de produtividade.
  • Mosca-branca: aumento de pressão em diversas regiões e necessidade de monitoramento rigoroso para evitar surtos no início da próxima safra.
  • Caruru resistente (Amaranthus): o avanço da resistência a herbicidas exige reposicionamento de moléculas, rotação de mecanismos de ação e uso de pré-emergentes consistentes.

O que isso significa para o produtor

O recado da Fundação MT é claro: produzir mais em 26/27 vai exigir mais ciência no manejo, não mais insumo. Em um cenário de fertilizantes pressionados, dólar volátil e mercado externo incerto, a margem do sojicultor depende da combinação certa entre nutrição equilibrada, controle precoce de pragas, manejo antirresistência de daninhas e uso de dados de campo para decisões mais finas.

Para a Assistec Agrícola, os destaques do encontro reforçam três frentes que conversam diretamente com o cliente: diagnóstico nematológico precoce, programa de manejo integrado de pragas (MIP) com gatilhos definidos por monitoramento e protocolo antirresistência para o controle do caruru e demais daninhas problemáticas no Cerrado.

Próximos passos no campo

Os primeiros 60 dias até o início da semeadura são determinantes. Use esse intervalo para fazer amostragem de solo com foco em nematoides, revisar os mecanismos de ação dos herbicidas usados em 25/26 e planejar o programa de tratamento de sementes. Cada decisão tomada agora se materializa em sacas por hectare entre janeiro e março.