Plano Safra 2025/2026 já soma R$ 354,4 bilhões contratados e reforça peso do crédito rural no campo

O crédito rural empresarial segue em expansão no Brasil. Nos primeiros oito meses do Plano Safra 2025/2026, entre julho de 2025 e fevereiro de 2026, o volume contratado já chegou a R$ 354,4 bilhões, avanço de 7% em relação ao mesmo período da safra anterior. O dado confirma a força do financiamento como motor da produção agropecuária e mostra um campo cada vez mais dependente de estratégia financeira, planejamento técnico e boa execução. Crédito cresce, mas o movimento mudou de perfil De acordo com os dados oficiais divulgados pelo governo federal, os recursos efetivamente concedidos totalizaram R$ 342,9 bilhões, alta de 4%. O avanço foi puxado principalmente pela forte expansão das Cédulas de Produto Rural (CPR) e pelo crescimento das operações ligadas à industrialização, enquanto linhas mais tradicionais, como custeio, investimento e comercialização, perderam força no comparativo anual. Na prática, isso mostra que o crédito continua chegando ao agro, mas por caminhos diferentes. O mercado está se reorganizando, com maior presença de instrumentos privados e de estruturas financeiras mais conectadas à dinâmica comercial da safra. CPR lidera o crescimento e ganha ainda mais relevância O principal destaque do período foi a CPR, que alcançou R$ 163,4 bilhões em contratações, com crescimento de 39% frente ao ciclo anterior. Como esse instrumento é majoritariamente usado para financiar o custeio da safra, sua expansão compensou parte da queda observada nas linhas tradicionais. Somando CPR e custeio tradicional, o volume destinado ao custeio chegou a R$ 269,8 bilhões, alta de 12% em relação à safra 2024/2025. Esse movimento confirma uma tendência importante: o financiamento do agro está cada vez mais vinculado à capacidade de organização, formalização e estruturação financeira do produtor e das empresas do setor. Industrialização avança, enquanto investimento recua A industrialização foi a finalidade com maior crescimento proporcional, com alta de 56% nas contratações, totalizando R$ 22,2 bilhões. Já as concessões nessa frente avançaram 51%, chegando a R$ 21,5 bilhões. Em sentido oposto, o custeio tradicional caiu 13% nas contratações, o investimento recuou 20% e a comercialização teve queda de 15%. Esse cenário revela uma postura mais cautelosa do setor diante do ambiente financeiro atual, especialmente por conta do custo do dinheiro e da seletividade maior na tomada de crédito para expansão e compra de máquinas, estruturas e tecnologia. Por que isso importa para o produtor Crédito rural não é apenas acesso a recurso. Ele define ritmo de plantio, capacidade de investimento, compra de insumos, modernização da operação e até fôlego para comercialização. Quando o perfil do crédito muda, muda também a forma como o produtor precisa se planejar. O avanço da CPR, por exemplo, exige maior atenção à gestão de risco, à formalização das operações e ao compromisso com entrega, fluxo de caixa e estratégia comercial. Ao mesmo tempo, a retração nas linhas de investimento indica que muitos produtores estão segurando decisões de expansão, modernização ou renovação de estrutura. Leitura técnica da Assistec O cenário atual reforça que produtividade e gestão financeira caminham juntas. Em um ambiente de crédito mais seletivo e com maior peso de instrumentos privados, o produtor que tiver melhor organização técnica, histórico operacional consistente e capacidade de decisão tende a acessar melhores oportunidades. Mais do que buscar recurso, será cada vez mais importante saber como usar esse capital com eficiência dentro da fazenda. Isso vale para manejo, compra de insumos, planejamento de safra, irrigação, mecanização e definição de prioridades dentro da operação. Recomendações técnicas da Assistec Visão de médio prazo A execução do Plano Safra 2025/2026 mostra que ainda há espaço relevante para contratação até o fim do ciclo, principalmente nas linhas equalizadas. Isso significa que o crédito seguirá sendo peça central na tomada de decisão do agro brasileiro nos próximos meses. Ao mesmo tempo, o aumento da participação de instrumentos como a CPR indica que o produtor precisará operar em um ambiente cada vez mais técnico, financeiro e profissionalizado. No campo, quem se antecipa e planeja melhor tende a atravessar esse cenário com mais segurança e competitividade. Conclusão O avanço de 7% no crédito rural contratado até fevereiro confirma a força do Plano Safra 2025/2026, mas também mostra uma mudança importante no perfil do financiamento do agro. O recurso continua disponível, porém com mais protagonismo de instrumentos privados e menos conforto nas linhas tradicionais. Para o produtor, isso reforça uma verdade cada vez mais clara: crédito bom não é só o que entra. É o que entra no momento certo, com estratégia e capacidade de gerar resultado. Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária e Banco Central.
Exportações do agro batem recorde em fevereiro e reforçam força do Brasil no mercado internacional

O agronegócio brasileiro registrou em fevereiro de 2026 o melhor resultado da história para o mês nas exportações, somando US$ 12,05 bilhões. O desempenho confirma a força do setor no comércio exterior e mostra que, mesmo em um cenário global de preços pressionados, o Brasil segue ampliando volume, presença internacional e relevância estratégica. Recorde mensal mostra capacidade de resposta do agro brasileiro Segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, o valor exportado pelo agronegócio em fevereiro representou 45,8% de todas as exportações brasileiras no período. Na comparação com fevereiro de 2025, houve crescimento de 7,4%, puxado principalmente pelo avanço de 9% no volume embarcado. Mesmo com retração média de 1,5% nos preços internacionais, o desempenho foi suficiente para consolidar um superávit de US$ 10,5 bilhões na balança comercial do agro. O resultado reforça a resiliência do setor e evidencia a importância da produção nacional em um mercado cada vez mais dependente de oferta consistente, escala e eficiência logística. Soja segue liderando entre os setores exportadores Entre os principais segmentos, o complexo soja voltou a ocupar posição de destaque, com US$ 3,78 bilhões exportados em fevereiro. Isso representa 31,4% de tudo o que o agro brasileiro vendeu ao exterior no mês, além de uma alta de 16,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Também tiveram participação relevante as proteínas animais, os produtos florestais, o café e o complexo sucroalcooleiro. Esse movimento mostra que o agro brasileiro mantém uma base exportadora forte e diversificada, mas continua tendo na soja uma das principais âncoras de geração de receita, fluxo cambial e competitividade internacional. Por que isso importa dentro da porteira Para o produtor rural, esse tipo de resultado não é apenas um dado macroeconômico. Ele sinaliza um ambiente externo aquecido, com demanda ativa e espaço para o Brasil seguir como fornecedor estratégico. Quando as exportações crescem, aumenta a importância de produzir com padrão, preservar qualidade, organizar logística e tomar decisão comercial com mais critério. Na prática, isso significa que eficiência operacional, manejo bem executado, armazenagem adequada e leitura de mercado passam a pesar ainda mais no resultado final da safra. Em um cenário em que volume exportado cresce mesmo com preços médios menores, margem tende a depender mais de gestão do que de improviso. Leitura técnica da Assistec O recorde de exportações reforça um ponto importante para o agro brasileiro: competitividade não se sustenta só em área plantada ou produtividade bruta. Ela depende de regularidade de entrega, qualidade do produto, eficiência no escoamento e capacidade de reação da cadeia diante das oscilações do mercado internacional. No caso da soja, o dado é ainda mais relevante porque confirma a força do grão como motor do comércio exterior brasileiro. Para regiões produtoras, isso exige cada vez mais atenção ao planejamento técnico da lavoura, ao momento de colheita, ao pós-colheita e à gestão de custos. Quem executa melhor, tende a capturar mais valor. Recomendações técnicas da Assistec Visão de médio prazo O avanço das exportações em fevereiro mostra que o Brasil segue consolidado como um dos principais fornecedores globais de alimentos, fibras e energia renovável. Ao mesmo tempo, o dado acende um alerta positivo: quanto mais relevante o país se torna no mercado internacional, maior é a exigência por eficiência, rastreabilidade, previsibilidade e profissionalização da produção. Para o produtor, isso significa que o futuro da competitividade passa cada vez mais por agricultura orientada por informação, assistência técnica de qualidade e tomada de decisão baseada em resultado. Conclusão O recorde das exportações do agro em fevereiro confirma a força do Brasil no comércio internacional e reforça a importância estratégica da soja dentro desse cenário. Mais do que celebrar números, o momento pede organização, eficiência e visão de longo prazo. Em um mercado global exigente, produzir bem continua sendo essencial — mas transformar produção em resultado é o que realmente diferencia quem está preparado. Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Exportação de soja deve ganhar força mesmo após período de chuvas intensas no Brasil

Mesmo com atrasos pontuais na colheita provocados pelo excesso de umidade em várias regiões produtoras, o Brasil deve manter ritmo forte nas exportações de soja nos próximos dias. O cenário combina safra robusta, demanda internacional aquecida e maior movimentação nos portos, reforçando o protagonismo do país no mercado global. Safra cheia, logística em retomada e mercado atento As projeções para a safra brasileira 2025/2026 seguem positivas, com expectativa de produção elevada e manutenção da competitividade nacional no comércio internacional. Mesmo com o início do ano marcado por chuvas intensas e atrasos naturais em parte da colheita, a tendência é de recuperação no fluxo de embarques ao longo de março. A programação portuária indica forte avanço nas exportações de soja neste período, sustentada pelo volume disponível no campo e pela retomada operacional após os períodos de maior dificuldade para a colheita. Na prática, o atraso provocado pelo clima não elimina a força da safra brasileira, mas exige mais atenção à janela de escoamento, à qualidade dos grãos e à eficiência da armazenagem. Por que isso importa para o produtor Quando a colheita é impactada por excesso de chuva, o desafio não fica restrito à operação de máquinas. A umidade elevada pode comprometer qualidade, aumentar risco de avarias, pressionar secagem, encarecer a logística e reduzir flexibilidade comercial. Em um mercado exportador, esses fatores pesam diretamente sobre margem e poder de negociação. Ao mesmo tempo, o aumento da demanda internacional e o reposicionamento da oferta global abrem espaço para o Brasil ampliar sua presença em diferentes destinos. Isso significa que, mesmo diante de um início de ciclo mais desafiador, o produtor ainda pode se beneficiar de um ambiente favorável, desde que conduza bem o pós-colheita e mantenha disciplina na gestão comercial. Leitura técnica da Assistec Do ponto de vista técnico, este é um momento que exige menos improviso e mais controle. Em anos de maior pressão climática, a rentabilidade não depende apenas do potencial produtivo da lavoura, mas da capacidade de preservar qualidade até a entrega. Colher no ponto possível, ajustar operação, reduzir perdas, organizar secagem e acompanhar a condição do grão passam a ser decisões estratégicas. Outro ponto importante é que o bom cenário de exportação não deve ser interpretado como garantia automática de resultado. O mercado pode estar aberto, mas quem captura melhor valor é quem chega com produto bem manejado, padronizado e comercialmente bem posicionado. Recomendações técnicas da Assistec Visão de médio prazo O mercado de soja deve continuar sensível à combinação entre clima, ritmo de colheita, capacidade logística e movimentos do comércio internacional. Para o produtor, o recado é claro: em safras grandes, o diferencial competitivo não está apenas em produzir mais, mas em conseguir colher, conservar e entregar melhor. Em um ambiente de exportação aquecida, a eficiência operacional dentro da fazenda e no pós-colheita passa a ter peso tão importante quanto o desempenho da lavoura no campo. Conclusão Mesmo após um período de chuvas intensas, o Brasil segue com perspectiva positiva para a exportação de soja nos próximos dias. O cenário favorece o país, mas exige gestão técnica, atenção à qualidade e decisões rápidas para transformar volume em resultado. Mais uma vez, a diferença tende a aparecer não apenas na produção, mas na capacidade de execução. Fonte: Campo & Negócios, com dados citados de Conab, Anec e Secex.
Segurança jurídica no agro: reforma do Estatuto da Terra e Marco Temporal entram no centro do debate

Em um ambiente cada vez mais regulado e sensível a decisões judiciais, previsibilidade jurídica virou fator estratégico para proteger contratos, investimento e continuidade produtiva no campo. A segurança jurídica voltou ao centro das discussões do agronegócio brasileiro com o avanço do debate sobre a reforma do Estatuto da Terra e a aplicação do Marco Temporal. O tema ganhou relevância porque envolve dois pilares diretamente ligados ao ambiente de produção: a estabilidade das regras fundiárias e a previsibilidade na interpretação de normas que impactam o uso da terra, a atividade produtiva e os investimentos no meio rural. Quando o produtor opera em um cenário de incerteza regulatória, o efeito não fica restrito ao campo jurídico. Ele alcança o valor dos ativos rurais, o desenho dos contratos, a confiança para investir em expansão, a estruturação patrimonial e até a tomada de crédito. Por isso, a discussão deixou de ser apenas institucional e passou a ter peso prático para todo o ecossistema do agro. Por que a segurança jurídica pesa tanto no agronegócio? O agronegócio depende de planejamento de médio e longo prazo. Diferentemente de atividades com ciclo mais curto, a produção rural exige previsibilidade sobre posse, uso da terra, contratos agrários, acesso a financiamento, sucessão, licenciamento e viabilidade de expansão. Quando a interpretação das normas oscila ou há contradição entre diferentes esferas de poder, o ambiente produtivo perde estabilidade. Na prática, isso afeta decisões concretas. O produtor posterga investimento, o arrendatário assume mais risco, o credor precifica incerteza, o comprador exige mais garantias e toda a cadeia passa a operar com menor segurança. Em um setor que precisa combinar produtividade, conformidade e escala, insegurança jurídica significa aumento de custo e redução de confiança. Reforma do Estatuto da Terra: por que o tema voltou à pauta? O Estatuto da Terra é uma das bases históricas da legislação agrária brasileira, mas o agro de hoje opera em uma realidade muito mais complexa do que aquela existente quando a norma foi concebida. Houve transformação da estrutura produtiva, profissionalização da gestão rural, ampliação do crédito, modernização tecnológica e evolução dos modelos contratuais no campo. Por isso, a atualização do Estatuto voltou ao debate como uma necessidade de adequação da legislação à dinâmica atual do setor. O foco não está apenas em revisar conceitos antigos, mas em permitir regras mais compatíveis com a realidade dos sistemas agroindustriais, fortalecendo segurança jurídica, autonomia contratual e maior coerência entre produção, função social da terra e desenvolvimento sustentável. Marco Temporal e o impacto sobre a previsibilidade do campo Outro ponto central do debate é a aplicação do Marco Temporal no contexto das demarcações de terras indígenas. O tema ganhou dimensão nacional porque a divergência de entendimento entre o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional ampliou a sensação de instabilidade jurídica em parte relevante do setor produtivo. Do ponto de vista prático, o problema não está apenas no mérito da discussão, mas na falta de uniformidade e previsibilidade. Sempre que um tema fundiário estratégico permanece sujeito a conflitos interpretativos prolongados, o reflexo aparece em disputas patrimoniais, insegurança sobre investimentos e dificuldade de planejamento para quem depende da estabilidade territorial para produzir. O que o debate sinaliza para produtores e empresas do agro O debate institucional mostra que o agronegócio brasileiro entrou em uma fase em que governança jurídica deixou de ser tema periférico. Hoje, ela é parte da gestão do negócio rural. Empresas, grupos familiares, investidores, produtores e gestores precisam acompanhar a evolução regulatória com mais disciplina, porque mudanças na interpretação das normas podem alterar risco operacional, risco patrimonial e exposição contratual. Em outras palavras, o produtor moderno não pode olhar apenas para lavoura, clima e mercado. Ele precisa entender que o ambiente legal também interfere na rentabilidade e na continuidade da operação. Segurança jurídica não é um conceito abstrato: ela sustenta decisão, protege valor e reduz vulnerabilidade. Por que esse assunto importa mesmo para quem está focado na produção? Muitos produtores associam discussões fundiárias e institucionais apenas a grandes conflitos ou a temas distantes da rotina da fazenda. Mas a realidade é outra. Questões ligadas a terra, contratos e estabilidade normativa influenciam diretamente a base do negócio rural. Arrendamentos, parcerias, garantias, planejamento sucessório, expansão de área, valuation da propriedade e acesso a capital dependem de um ambiente minimamente previsível. Quando esse ambiente enfraquece, o impacto recai sobre o caixa, sobre a tomada de decisão e sobre a capacidade de crescimento sustentável da atividade. Recomendações práticas da Assistec Agrícola Embora a Assistec tenha foco técnico no campo, o cenário mostra que a gestão da propriedade precisa estar conectada ao ambiente regulatório. O produtor que deseja proteger produtividade e patrimônio deve tratar segurança jurídica como parte da estratégia do negócio. Nesse contexto, algumas medidas práticas ganham importância: No agro moderno, produtividade e governança caminham juntas. Quanto maior o valor do ativo rural e mais sofisticada a operação, maior também a necessidade de controle sobre risco jurídico. Visão de médio e longo prazo para o agronegócio A tendência é que o agronegócio continue convivendo com um ambiente regulatório mais exigente, mais judicializado e mais conectado a temas de governança, sustentabilidade e segurança patrimonial. Isso exige maturidade de gestão. O produtor que se antecipa, organiza sua base documental, fortalece contratos e acompanha a evolução normativa tende a operar com mais segurança. Já quem ignora esse movimento corre mais risco de reagir tarde, com custo maior e menor margem de manobra. No fim, segurança jurídica não é freio para o crescimento. É o que permite crescer com mais consistência, proteger patrimônio e sustentar decisões em um ambiente cada vez mais complexo. Conclusão O debate sobre a reforma do Estatuto da Terra e a aplicação do Marco Temporal mostra que o futuro do agronegócio brasileiro depende não apenas de tecnologia, crédito e produtividade, mas também de regras mais claras, coerentes e estáveis. Em um setor de alta relevância econômica e grande exposição patrimonial, previsibilidade jurídica é condição para investir, produzir e evoluir com segurança. Para o produtor rural, a mensagem é objetiva: acompanhar esse movimento
Cigarrinha do milho: como controlar a praga e proteger o potencial produtivo da lavoura

O manejo da cigarrinha exige prevenção, monitoramento e decisão técnica no momento certo para evitar perdas de produtividade e desuniformidade no campo. A cigarrinha-do-milho segue entre os principais desafios fitossanitários da cultura, especialmente em áreas onde há continuidade de hospedeiros, alta pressão populacional e atraso no início do manejo. Mais do que a presença do inseto, o grande risco está na transmissão de patógenos, que compromete o desenvolvimento vegetativo da planta e afeta diretamente a formação e o enchimento das espigas. Na prática, o produtor percebe reflexos claros no resultado final da lavoura: plantas atrofiadas, grãos chochos, estande desuniforme e queda expressiva no potencial produtivo. Por isso, controlar a cigarrinha não é apenas uma ação pontual. É uma estratégia de manejo que precisa começar cedo e ser sustentada ao longo do ciclo. Por que a cigarrinha do milho preocupa tanto? A cigarrinha Dalbulus maidis é um vetor eficiente e rápido. Quando infectada, ela transmite patógenos ainda jovem e amplia a pressão de infecção logo no início do desenvolvimento da cultura. Isso reduz a capacidade da planta de transportar fotoassimilados, prejudica seu crescimento e compromete estruturas diretamente ligadas à produtividade. O problema se agrava quando a área apresenta ponte verde, com milho voluntário, restos culturais e condições que favorecem a permanência do inseto entre ciclos. Nesse ambiente, a praga encontra abrigo e continuidade, dificultando o controle e elevando o risco de perdas irreversíveis. Eliminar a ponte verde é o primeiro passo Um dos pontos mais importantes no manejo da cigarrinha é eliminar fontes de sobrevivência da praga fora do ciclo comercial da lavoura. A ponte verde mantém o inseto ativo na área e favorece a transição de populações entre uma lavoura e outra. Na rotina do campo, isso significa atenção ao milho tiguera, às plantas voluntárias nas bordaduras, carreadores e áreas vizinhas, além da boa gestão de restos culturais. Quando esse controle não é feito, a pressão inicial sobe e o produtor entra na safra já em condição desfavorável. Manejo integrado de pragas precisa ser prioridade O controle da cigarrinha não deve depender de uma única ferramenta. O caminho mais consistente é trabalhar dentro de um programa de Manejo Integrado de Pragas, combinando monitoramento, posicionamento correto das aplicações e integração entre estratégias compatíveis com a realidade da área. Esse raciocínio é importante porque melhora a eficiência do controle, reduz falhas de manejo e ajuda a diminuir pressão de seleção por resistência. Também permite preservar inimigos naturais e organizar as intervenções com mais critério técnico, evitando aplicações desconectadas do nível real de infestação. Quebrar o ciclo da praga exige ação preventiva No caso da cigarrinha, esperar o problema se instalar para depois agir costuma custar caro. O manejo precisa ser preventivo, com foco em reduzir a população do vetor desde o início do ciclo da cultura. Essa antecipação é decisiva porque, quando a pressão aumenta e a transmissão já ocorreu em larga escala, parte do dano produtivo deixa de ser reversível. Em outras palavras, o produtor não pode enxergar a cigarrinha apenas como presença de inseto, mas como risco de infecção e perda estrutural de desempenho da lavoura. Estratégia híbrida aumenta a proteção da lavoura Outro ponto importante é trabalhar com estratégia híbrida, integrando controle químico e biológico conforme o nível populacional e o momento da cultura. Essa combinação tende a ampliar a proteção do potencial produtivo quando bem posicionada dentro do manejo. O ganho dessa abordagem está na complementaridade. Em vez de apostar tudo em uma única frente, o produtor fortalece o sistema de controle e constrói uma resposta mais robusta diante de diferentes cenários de infestação. Outros cuidados que fazem diferença no campo Além das medidas principais, há outros fatores que pesam no sucesso do manejo. A escolha de híbridos menos suscetíveis, o início precoce do controle, o uso de armadilhas e vistorias frequentes e o ajuste fino da tecnologia de aplicação estão entre os pontos que não podem ser negligenciados. Na prática, isso reforça uma verdade do manejo moderno: o resultado não vem de uma decisão isolada, mas do conjunto. Quando o produtor conecta genética, monitoramento, prevenção e aplicação bem feita, a chance de reduzir perdas aumenta de forma consistente. Recomendações técnicas da Assistec Agrícola Em áreas com histórico de pressão de cigarrinha, a recomendação é não esperar sintomas avançados para reagir. O ideal é começar com um plano de manejo bem definido, voltado à prevenção e sustentado por monitoramento técnico constante. Dentro dessa lógica, alguns cuidados devem entrar na rotina da lavoura: Quando a tomada de decisão é antecipada e baseada em critério técnico, o produtor reduz o risco de entrar atrasado no controle e protege melhor o investimento feito na cultura. Visão de médio prazo para o milho O manejo da cigarrinha do milho exige cada vez mais disciplina operacional. Em muitas regiões, a pressão da praga já não pode ser tratada como evento pontual, mas como parte do planejamento da safra. Isso exige visão de sistema. O produtor que trabalha bem a entressafra, organiza o controle preventivo e acompanha o campo com proximidade tende a preservar melhor o estande, a uniformidade e o teto produtivo da lavoura. E, no milho, esses três pontos fazem diferença direta no fechamento da conta. Conclusão Controlar a cigarrinha do milho não depende apenas de reação, mas principalmente de antecipação. Eliminar a ponte verde, priorizar o manejo integrado, quebrar o ciclo da praga e combinar estratégias de controle são medidas que aumentam a segurança da lavoura e ajudam a proteger o potencial produtivo desde o início. Mais do que combater o inseto, o objetivo é evitar que a pressão sanitária comprometa a estrutura da produção. É nesse ponto que a assistência técnica faz diferença: transformar informação em manejo, manejo em decisão e decisão em resultado no campo. Fonte: Revista Campo & Negócios. Matéria: “Dicas para controlar a cigarrinha do milho”.
Conflito no Oriente Médio pressiona mercado de ureia e acende alerta para o agro brasileiro

Entenda por que a tensão geopolítica em uma das principais regiões exportadoras de fertilizantes do mundo pode afetar custos, logística e decisões de compra no campo. O mercado global de fertilizantes voltou ao radar dos produtores e consultores técnicos após o agravamento das tensões no Oriente Médio. Em um cenário em que a região concentra uma fatia expressiva das exportações de ureia, amônia e DAP, qualquer instabilidade geopolítica tende a provocar reações imediatas na oferta, na logística e na formação de preços. Para o agro brasileiro, o tema merece atenção. Mesmo que o impacto não seja uniforme em todas as regiões e culturas neste exato momento, a sinalização de risco sobre um insumo estratégico como a ureia reforça a importância de um planejamento nutricional mais criterioso, de compras bem posicionadas e de acompanhamento técnico constante do mercado. Por que esse movimento importa para o produtor rural? O ponto central da preocupação é o peso do Oriente Médio no comércio internacional de fertilizantes. Quando uma região com elevada participação nas exportações globais entra em zona de conflito, o mercado reage rapidamente com retirada de ofertas, aumento da cautela entre fornecedores e maior volatilidade nos preços. Além do aspecto comercial, existe o fator logístico. O estreito de Hormuz, rota estratégica para o escoamento de fertilizantes, volta a ser visto como ponto sensível. Se navios evitam a passagem ou se os custos de seguro e frete sobem, o reflexo aparece no custo final do insumo importado. Em outras palavras, mesmo quando não há uma interrupção total do abastecimento, o simples aumento do risco já pode encarecer operações e reduzir a previsibilidade para quem depende de nitrogenados no manejo da lavoura. O que pode mudar no mercado da ureia? A ureia é uma das principais fontes de nitrogênio utilizadas na agricultura e tem forte peso no custo de produção de diferentes sistemas. Quando o mercado identifica risco sobre a oferta internacional, dois efeitos costumam ganhar força: valorização dos preços e postura mais defensiva dos vendedores. Esse ambiente reduz a tranquilidade nas negociações e pode alterar o timing ideal de compra. Em mercados mais pressionados, a reposição fica mais cara, o intervalo entre oferta e entrega pode aumentar e o produtor passa a operar com menor margem para esperar. No caso brasileiro, esse ponto é ainda mais relevante porque o país depende fortemente de importações para suprir sua demanda por fertilizantes nitrogenados. Isso significa que movimentos externos, mesmo originados longe da fazenda, têm potencial direto de influenciar o custo por hectare e a estratégia de adubação. Impacto imediato no Brasil tende a ser moderado, mas o sinal é de atenção O calendário agrícola reduz parte da pressão no curtíssimo prazo sobre o mercado brasileiro, já que o país não vive neste momento o pico mais intenso de compras de nitrogenados. Ainda assim, isso não elimina o risco. Se o conflito se prolongar, se houver maior restrição logística ou se novos países forem envolvidos, o mercado pode passar a precificar um cenário mais duro nas próximas semanas. Isso tende a afetar não apenas a ureia, mas também outros fertilizantes ligados à dinâmica internacional de oferta, energia e frete. Para culturas que exigem planejamento nutricional ajustado, o encarecimento de insumos pode apertar margens e exigir decisões mais técnicas sobre dose, momento de aplicação e eficiência de uso dos nutrientes. Recomendações técnicas da Assistec Agrícola Diante de um mercado internacional mais sensível, a principal recomendação é evitar decisões tardias ou baseadas apenas em expectativa de recuo de preço. Em cenários instáveis, o custo de esperar pode ser maior do que o benefício de tentar acertar o melhor ponto de compra. Do ponto de vista técnico e de gestão, algumas medidas ganham ainda mais importância: Mais do que reagir ao noticiário, o produtor precisa traduzir esse cenário em manejo. Quando há volatilidade internacional, a organização da compra e o ajuste fino da recomendação técnica passam a valer ainda mais dentro da conta final da safra. Visão de médio prazo para a safra O atual quadro geopolítico reforça uma lição importante do agro moderno: produtividade não depende apenas da operação dentro da fazenda, mas também da capacidade de antecipar movimentos do mercado global. Fertilizantes seguem sendo uma variável crítica na rentabilidade de soja, milho e outras culturas de alto investimento. Por isso, acompanhar a conjuntura, proteger margem e sustentar decisões com dados de campo se torna cada vez mais necessário. Em momentos como este, a assistência técnica faz diferença justamente por conectar cenário internacional, realidade regional e recomendação prática. É isso que permite ao produtor agir com mais segurança, sem improviso e com foco em resultado. Conclusão O conflito no Oriente Médio não deve ser visto apenas como uma notícia de mercado externo, mas como um fator com potencial de repercussão direta sobre custos, logística e planejamento agrícola no Brasil. Ainda que os efeitos imediatos possam ser limitados no curto prazo, o quadro já exige monitoramento atento. Para o produtor rural, o caminho mais seguro é trabalhar com informação, planejamento e suporte técnico qualificado. Em um ambiente de maior incerteza, antecipação e decisão bem orientada continuam sendo as ferramentas mais eficazes para proteger a produtividade e a rentabilidade da lavoura. Fonte: Revista Campo & Negócios. Matéria: “Conflito no Oriente Médio coloca em risco 41% da ureia exportada no mundo”.
Milho segunda safra: estresse climático e desequilíbrios nutricionais desafiam produtividade no campo

Na safrinha, preservar potencial produtivo depende de decisão técnica antecipada, equilíbrio nutricional e manejo ajustado à realidade climática da área. O milho segunda safra segue como um dos principais pilares da produção brasileira, mas também concentra riscos importantes ao produtor. Por coincidir com um período de maior pressão hídrica e térmica em várias regiões, a cultura fica mais exposta a perdas de desempenho quando clima e nutrição não caminham em equilíbrio. Na prática, isso significa que não basta implantar bem a lavoura. Para sustentar produtividade até o final do ciclo, é preciso proteger a planta justamente nos momentos em que ela mais precisa de estabilidade fisiológica. E é nesse ponto que estresse climático e desequilíbrios nutricionais passam a pesar de forma direta no resultado por hectare. Por que o milho segunda safra é mais sensível a esses desafios? O milho safrinha normalmente se desenvolve em uma janela mais apertada e sob maior risco de déficit hídrico, calor excessivo e oscilações bruscas de temperatura. Quando esses fatores coincidem com fases decisivas, como pendoamento e enchimento de grãos, a planta tende a reduzir sua taxa fotossintética e redirecionar energia para a própria sobrevivência. O reflexo disso no campo é claro: menor acúmulo de matéria seca, formação menos eficiente e redução do peso final dos grãos. Em lavouras que já entram nessa fase com restrições nutricionais, o dano pode ser ainda maior, porque a planta perde capacidade de reação exatamente quando deveria estar convertendo estrutura vegetativa em produção. Déficit hídrico e calor afetam mais do que o visual da lavoura Muitas vezes o produtor percebe primeiro os sintomas visuais do estresse, mas o impacto real acontece dentro da fisiologia da planta. Sob falta de água e calor intenso, o milho fecha estômatos, reduz atividade metabólica e compromete o transporte de compostos essenciais à formação dos grãos. Isso significa que mesmo uma lavoura aparentemente bem implantada pode perder rendimento de forma silenciosa quando atravessa períodos críticos sem suporte adequado. O problema não está apenas em “sentir seca”, mas em como a planta responde a ela ao longo do ciclo. Desequilíbrios nutricionais limitam teto produtivo mesmo sem estresse extremo Outro ponto importante é que nem toda perda está ligada apenas ao clima. Solos em desequilíbrio nutricional reduzem o potencial produtivo mesmo quando a severidade climática não é tão intensa. Isso porque macro e micronutrientes participam diretamente do metabolismo vegetal, da translocação de fotoassimilados e da formação de estruturas reprodutivas. Quando há deficiência nutricional, a planta perde eficiência para transportar açúcares e compostos orgânicos das folhas até a espiga. O resultado pode aparecer em menor número de grãos por espiga, enchimento incompleto e perda de peso final, o que compromete produtividade e rentabilidade da safra. O manejo precisa começar antes da semeadura Uma das principais lições para o milho segunda safra é que correção de rota tardia costuma ter alcance limitado. O manejo mais eficiente começa antes do plantio, com leitura correta da janela, escolha de material adaptado à região e definição de uma estratégia nutricional coerente com o ambiente de produção. Quando o produtor respeita o zoneamento agrícola e busca reduzir a exposição da lavoura a períodos críticos de seca ou frio mais intenso, ele já melhora a base do sistema. Da mesma forma, ao implantar a cultura com bom arranque inicial e maior uniformidade, ganha mais estabilidade para enfrentar oscilações ao longo do ciclo. Uniformidade inicial influencia a resposta da lavoura ao estresse No milho, lavoura desuniforme costuma responder pior aos desafios climáticos e nutricionais. Plantas em estágios diferentes competem de forma desigual por água, luz e nutrientes, e isso reduz o desempenho coletivo do talhão. Por isso, o arranque inicial precisa ser encarado como um fator estratégico. Quanto mais vigorosa e homogênea a emergência, maior a chance de a área atravessar momentos de pressão com melhor estabilidade fisiológica e produtiva. Recomendações técnicas da Assistec Agrícola No milho segunda safra, o produtor precisa trabalhar com visão integrada. Clima, solo, genética, nutrição e timing operacional não podem ser analisados separadamente. O melhor resultado vem quando o manejo é construído como sistema. Dentro dessa lógica, alguns pontos merecem atenção prática: Na prática, proteger o milho safrinha não é apenas reagir ao estresse quando ele aparece. É construir a lavoura para suportar melhor esse ambiente desde o começo. Visão de médio prazo para a safrinha Com o aumento da exigência por eficiência, o milho segunda safra demanda cada vez mais precisão técnica. O produtor que trabalha apenas com manejo genérico tende a ficar mais exposto, principalmente em anos de maior irregularidade climática. Por outro lado, quem organiza melhor a implantação, ajusta a nutrição ao ambiente produtivo e antecipa decisões críticas costuma preservar melhor o enchimento de grãos e a estabilidade da produtividade. No cenário atual, essa diferença pode ser determinante no fechamento da conta. Conclusão O potencial do milho segunda safra depende de uma combinação equilibrada entre ambiente, nutrição e manejo. Déficit hídrico, altas temperaturas e oscilações climáticas pesam muito sobre a cultura, mas seus efeitos se tornam ainda mais severos quando a lavoura já parte de uma base nutricional desajustada. Por isso, a recomendação é clara: o produtor precisa olhar para a safrinha com planejamento técnico desde antes da semeadura. Quando o manejo antecipa risco, protege o arranque inicial e sustenta o metabolismo da planta nas fases críticas, a lavoura ganha mais condição de transformar potencial em resultado. Fonte: Revista Campo & Negócios. Matéria: “Estresse climático e desequilíbrios nutricionais desafiam potencial do milho segunda safra”.
Novo herbicida de ponta para o milho e tecnologias para cereais são temas da Sipcam Nichino na Copercampos 2026

Campos Novos (SC) – Companhia destaca resultados no controle de plantas daninhas de milho e apresenta ampla linha de soluções ao produtor no evento de Campos Novos. Centrado na inovação, no lançamento de soluções e no debate sobre tendências do agronegócio, o Show Tecnológico Copercampos chega à 30ª edição. No período de 24 a 27 deste mês, na catarinense Campos Novos, 210 expositores e mais de 20 mil pessoas são esperados. Uma das referências do mercado de agroquímicos, a Sipcam Nichino Brasil leva para o evento seu mais recente lançamento para o cultivo do milho, o herbicida Click® Pro, que reúne as moléculas terbutilazina e mesotriona. Conforme o engenheiro agrônomo José de Freitas, da área de desenvolvimento de mercado, trata-se de um herbicida de ação pós-emergente, altamente seletivo para o milho, indicado ao manejo de monocotiledôneas e dicotiledôneas. “Apresenta controle superior de folhas largas e gramíneas, com longo efeito residual na pós-emergência, inclusive sobre espécies resistentes ao glifosato e à atrazina”, ele resume. Segundo ele, o novo herbicida passou por avaliações a campo realizadas por consultorias e institutos de pesquisa de renome, entre estes Fundação ABC, Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária, Crop Pesquisa, Dashen, Centro Agro e Desafios Agro. “As análises demonstraram que a solução apresenta ação sinérgica entre os ativos e age eficazmente no manejo das plantas daninhas resistentes dentro do cultivo do milho.” Soluções para cereais Conforme Freitas, a companhia também expõe no Show Copercampos diferentes soluções para cereais, inclusive a tecnologia para tratamento de sementes Seed Pro, formada pelos fungicidas Torino® e Tiofanil®, além dos também fungicidas foliares Domark® Excell, Fezan® Gold e Support®. Torino® conta com registro para tratamento de sementes na cultura do trigo e cevada. “À base dos compostos fluazinam e tiofanato metílico, age para eliminar fungos das sementes, além de proteger plantas frente a patógenos de solo e manter o potencial germinativo de lavouras, fundamental ao bom estabelecimento de estande inicial”, ele assinala. Ainda para o trigo, a companhia trata dos benefícios associados ao fungicida Domark® Excell no tratamento das doenças ferrugem da folha, mancha amarela e oídio. Para aveia, centeio, cevada, milho e trigo, continua Freitas, a Sipcam Nichino ressaltará diferenciais do fungicida Fezan® Gold, solução com indicação em bula para diferentes ferrugens e também a cercosporiose do milho. Já em relação ao fungicida Support®, para trigo e cevada, Freitas salienta a ação curativa da solução, bem como a formulação, líquida, que facilita o manuseio e entrega efetividade no manejo preventivo de doenças, entre estas a giberela em trigo e cevada e a fusariose do milho. Sobre a Sipcam Nichino Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes, e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.
Liberação de Mg e Ca nas aplicações de calcário em superfície em função da produção de acidez dos cultivos

Autor: Prof. Tarcísio Cobucci Em sistemas intensivos como soja → milho safrinha, a calagem em superfície (sem incorporação) é uma prática comum, principalmente pela logística e pelo sistema plantio direto. Porém, existe um ponto técnico que merece atenção: a reação do calcário e a liberação de Ca e Mg tendem a se concentrar, sobretudo nos primeiros anos, na camada mais superficial do solo (0–5 cm). O que este trabalho estimou (camada 0–5 cm) Resultados estimados na camada superficial (0–5 cm) Item 1º semestre – Soja 2º semestre – Milho safrinha Acidez por MAP (kg CaCO₃/ha) 8,8 4,4 Acidez por N/FBN (kg CaCO₃/ha) 45,8 85,8 Acidez por palhada (kg CaCO₃/ha) 36,0 51,5 Total de acidez 0–5 cm (kg CaCO₃/ha) 91 142 Calcário PRNT 90% (kg/ha) 101 158 CaO fornecido pelo calcário (kg/ha) 30 47 Ca disponível (kg/ha) (CaO × 0,714) 21 33 MgO fornecido pelo calcário (kg/ha) 18 28 Mg disponível (kg/ha) (MgO × 0,869) 16 24 Extração total de Ca (kg/ha) 256 126 Exportação de Ca (kg/ha) ≈ 9,7 ≈ 25 Extração total de Mg (kg/ha) 79,4 90 Exportação de Mg (kg/ha) ≈ 10,5 ≈ 27 Leitura rápida: o calcário estimado para neutralizar a acidez na camada 0–5 cm é baixo (101–158 kg/ha), e o Ca/Mg disponibilizado nessa camada (21–33 kg Ca/ha; 16–24 kg Mg/ha) é pequeno quando comparado à extração total das culturas. Por que isso importa na prática Recomendações técnicas da Assistec Visão de médio prazo Em sistemas soja → milho, a calagem superficial cumpre bem o papel de neutralizar acidez e fornecer Ca e Mg no curto prazo no topo. No entanto, em ambientes de alta produtividade, pode ser necessário combinar estratégias para que a disponibilidade de Mg acompanhe a demanda das culturas, principalmente no milho safrinha. Conclusão O ponto central é simples: calagem em superfície funciona, mas sua dinâmica é concentrada e gradual. A decisão técnica mais segura é ajustar o corretivo ao objetivo (neutralização + fornecimento) e, quando necessário, reforçar Mg para não deixar a nutrição virar limitante no momento crítico da lavoura. Crédito de autoria: Prof. Tarcísio Cobucci. Fonte: “Liberação de Mg e Ca nas aplicações de calcário em superfície em função da produção de acidez dos cultivos”, Prof. Tarcísio Cobucci (material técnico).
Menos química, mais eficiência: o papel do carbono orgânico ativo no manejo da lavoura

Quando a calda “trabalha melhor” e a rizosfera fica mais ativa, o resultado aparece em eficiência de insumos, sanidade e estabilidade do sistema. Em muitas fazendas, o gargalo não está só na escolha do produto — está em como o produto chega (qualidade da aplicação) e como a planta e o solo respondem (biologia e metabolismo). É nesse ponto que fontes de carbono orgânico ativo vêm ganhando espaço: como ferramenta para elevar a eficiência de defensivos, fertilizantes e bioinsumos, reduzindo perdas e melhorando consistência de resultado. O que é “carbono orgânico ativo” na prática O termo costuma ser usado para descrever frações orgânicas com alta funcionalidade (ex.: ácidos orgânicos e fenóis leves), capazes de atuar como tamponantes, condicionadores de calda e estímulo biológico no sistema solo–planta. A diferença não é “romântica”: produtos bem-processados têm menor carga de compostos pesados que causam borras e podem aumentar risco de entupimento e instabilidade na pulverização. Por que isso importa na eficiência de defensivos, fertilizantes e biológicos Em pulverização, o ganho costuma vir de três frentes: molhamento, espalhamento e penetração. Quando esses fatores melhoram, a absorção tende a ser mais eficiente e a aplicação perde menos para deriva/escorrimento. Na prática, a fazenda ganha em aproveitamento do insumo e, em muitos casos, reduz a necessidade de “empilhar” vários adjuvantes sintéticos na calda. Principais efeitos agronômicos atribuídos ao carbono orgânico ativo Carbono orgânico ativo e estresses: onde ele costuma “pagar a conta” Em anos de risco climático (veranico, amplitude térmica, calor), qualquer melhoria de eficiência e equilíbrio metabólico ajuda. A lógica é simples: planta menos “travada” e aplicação mais eficiente tendem a reduzir perdas e aumentar previsibilidade do manejo. Isso não substitui planejamento (janela, tecnologia de aplicação, escolha de molécula), mas pode somar quando o sistema está bem conduzido. Recomendações técnicas da Assistec Para transformar esse conceito em resultado, a régua é a mesma de sempre: diagnóstico + operacional bem feito + validação em campo. Visão de médio prazo O melhor cenário é quando a fazenda usa essas ferramentas para reduzir perdas e aumentar eficiência sem complicar o sistema. Ganho real é aquele que aparece em três pontos: menos retrabalho (reaplicações), melhor sanidade/estabilidade e melhor aproveitamento dos investimentos (defensivos, nutrição e biológicos). Conclusão Carbono orgânico ativo não é “moda”: é uma abordagem para fazer o manejo render mais — especialmente na tecnologia de aplicação e no suporte biológico do sistema. Com critério técnico e validação, vira ferramenta de eficiência e resiliência. Na Assistec Agrícola, a gente traduz isso em rotina de campo: diagnóstico, recomendação por ambiente e execução bem feita. Produtividade é o nosso alvo. Fonte: Campo & Negócios — “Menos química, mais resultado: o poder do carbono orgânico ativo na agricultura” (publicado em 19/02/2026; atualizado em 20/02/2026). Autor: Fernando Janini (Eng. Agrônomo).