Crise de Crédito Rural: Recuperação Judicial no Agro Cresce 500% com Juros Altos

Mesmo com safras recordes, pedidos de Recuperação Judicial no agro cresceram 500%. Entenda como os juros altos ameaçam a rentabilidade do produtor e quais estratégias financeiras adotar para proteger sua fazenda.
Milho Safrinha 2026: Área Cresce 2,5%, Mas Chuvas de Abril Serão Decisivas para a Produtividade

A área do milho safrinha 2026 cresceu 2,5%, mas o potencial produtivo depende criticamente das chuvas de abril. Entenda os riscos climáticos e as estratégias de manejo para proteger sua lavoura nesta fase crítica.
Safrinha de Milho 2026: Como Combater o Estresse Térmico e Nutricional na Fase Crítica

O milho segunda safra entra em fase crítica. Estresse térmico e nutricional ameaçam o teto produtivo da safrinha 2026. Conheça as estratégias de blindagem para proteger sua lavoura e garantir o enchimento dos grãos.
Soja 2025/26: Rally da Safra Confirma Produção Recorde de 184,7 Milhões de Toneladas

O Rally da Safra revisou para cima a estimativa da soja 2025/26, chegando a 184,7 milhões de toneladas. Ganhos de produtividade respondem por 70% do crescimento, com Bahia liderando com 70,3 sacas/ha.
Cigarrinha do Milho: 4 Estratégias Fundamentais para Proteger Sua Produtividade na Safrinha

A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) ameaça a safrinha 2026. Conheça as 4 estratégias de manejo integrado que vão proteger sua lavoura e preservar o potencial produtivo das espigas.
Soja 2025/26: StoneX Revisa Safra para 177,8 Mi de Toneladas — Estiagem no RS Pressiona Estoques

A StoneX revisou a projeção da soja brasileira para 177,8 milhões de toneladas, um recuo de 2,1%. Saiba o impacto da estiagem no RS, a safrinha em MT e o aperto nos estoques nacionais.
Plano Safra 2025/2026 já soma R$ 354,4 bilhões contratados e reforça peso do crédito rural no campo

O crédito rural empresarial segue em expansão no Brasil. Nos primeiros oito meses do Plano Safra 2025/2026, entre julho de 2025 e fevereiro de 2026, o volume contratado já chegou a R$ 354,4 bilhões, avanço de 7% em relação ao mesmo período da safra anterior. O dado confirma a força do financiamento como motor da produção agropecuária e mostra um campo cada vez mais dependente de estratégia financeira, planejamento técnico e boa execução. Crédito cresce, mas o movimento mudou de perfil De acordo com os dados oficiais divulgados pelo governo federal, os recursos efetivamente concedidos totalizaram R$ 342,9 bilhões, alta de 4%. O avanço foi puxado principalmente pela forte expansão das Cédulas de Produto Rural (CPR) e pelo crescimento das operações ligadas à industrialização, enquanto linhas mais tradicionais, como custeio, investimento e comercialização, perderam força no comparativo anual. Na prática, isso mostra que o crédito continua chegando ao agro, mas por caminhos diferentes. O mercado está se reorganizando, com maior presença de instrumentos privados e de estruturas financeiras mais conectadas à dinâmica comercial da safra. CPR lidera o crescimento e ganha ainda mais relevância O principal destaque do período foi a CPR, que alcançou R$ 163,4 bilhões em contratações, com crescimento de 39% frente ao ciclo anterior. Como esse instrumento é majoritariamente usado para financiar o custeio da safra, sua expansão compensou parte da queda observada nas linhas tradicionais. Somando CPR e custeio tradicional, o volume destinado ao custeio chegou a R$ 269,8 bilhões, alta de 12% em relação à safra 2024/2025. Esse movimento confirma uma tendência importante: o financiamento do agro está cada vez mais vinculado à capacidade de organização, formalização e estruturação financeira do produtor e das empresas do setor. Industrialização avança, enquanto investimento recua A industrialização foi a finalidade com maior crescimento proporcional, com alta de 56% nas contratações, totalizando R$ 22,2 bilhões. Já as concessões nessa frente avançaram 51%, chegando a R$ 21,5 bilhões. Em sentido oposto, o custeio tradicional caiu 13% nas contratações, o investimento recuou 20% e a comercialização teve queda de 15%. Esse cenário revela uma postura mais cautelosa do setor diante do ambiente financeiro atual, especialmente por conta do custo do dinheiro e da seletividade maior na tomada de crédito para expansão e compra de máquinas, estruturas e tecnologia. Por que isso importa para o produtor Crédito rural não é apenas acesso a recurso. Ele define ritmo de plantio, capacidade de investimento, compra de insumos, modernização da operação e até fôlego para comercialização. Quando o perfil do crédito muda, muda também a forma como o produtor precisa se planejar. O avanço da CPR, por exemplo, exige maior atenção à gestão de risco, à formalização das operações e ao compromisso com entrega, fluxo de caixa e estratégia comercial. Ao mesmo tempo, a retração nas linhas de investimento indica que muitos produtores estão segurando decisões de expansão, modernização ou renovação de estrutura. Leitura técnica da Assistec O cenário atual reforça que produtividade e gestão financeira caminham juntas. Em um ambiente de crédito mais seletivo e com maior peso de instrumentos privados, o produtor que tiver melhor organização técnica, histórico operacional consistente e capacidade de decisão tende a acessar melhores oportunidades. Mais do que buscar recurso, será cada vez mais importante saber como usar esse capital com eficiência dentro da fazenda. Isso vale para manejo, compra de insumos, planejamento de safra, irrigação, mecanização e definição de prioridades dentro da operação. Recomendações técnicas da Assistec Visão de médio prazo A execução do Plano Safra 2025/2026 mostra que ainda há espaço relevante para contratação até o fim do ciclo, principalmente nas linhas equalizadas. Isso significa que o crédito seguirá sendo peça central na tomada de decisão do agro brasileiro nos próximos meses. Ao mesmo tempo, o aumento da participação de instrumentos como a CPR indica que o produtor precisará operar em um ambiente cada vez mais técnico, financeiro e profissionalizado. No campo, quem se antecipa e planeja melhor tende a atravessar esse cenário com mais segurança e competitividade. Conclusão O avanço de 7% no crédito rural contratado até fevereiro confirma a força do Plano Safra 2025/2026, mas também mostra uma mudança importante no perfil do financiamento do agro. O recurso continua disponível, porém com mais protagonismo de instrumentos privados e menos conforto nas linhas tradicionais. Para o produtor, isso reforça uma verdade cada vez mais clara: crédito bom não é só o que entra. É o que entra no momento certo, com estratégia e capacidade de gerar resultado. Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária e Banco Central.
Exportações do agro batem recorde em fevereiro e reforçam força do Brasil no mercado internacional

O agronegócio brasileiro registrou em fevereiro de 2026 o melhor resultado da história para o mês nas exportações, somando US$ 12,05 bilhões. O desempenho confirma a força do setor no comércio exterior e mostra que, mesmo em um cenário global de preços pressionados, o Brasil segue ampliando volume, presença internacional e relevância estratégica. Recorde mensal mostra capacidade de resposta do agro brasileiro Segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, o valor exportado pelo agronegócio em fevereiro representou 45,8% de todas as exportações brasileiras no período. Na comparação com fevereiro de 2025, houve crescimento de 7,4%, puxado principalmente pelo avanço de 9% no volume embarcado. Mesmo com retração média de 1,5% nos preços internacionais, o desempenho foi suficiente para consolidar um superávit de US$ 10,5 bilhões na balança comercial do agro. O resultado reforça a resiliência do setor e evidencia a importância da produção nacional em um mercado cada vez mais dependente de oferta consistente, escala e eficiência logística. Soja segue liderando entre os setores exportadores Entre os principais segmentos, o complexo soja voltou a ocupar posição de destaque, com US$ 3,78 bilhões exportados em fevereiro. Isso representa 31,4% de tudo o que o agro brasileiro vendeu ao exterior no mês, além de uma alta de 16,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Também tiveram participação relevante as proteínas animais, os produtos florestais, o café e o complexo sucroalcooleiro. Esse movimento mostra que o agro brasileiro mantém uma base exportadora forte e diversificada, mas continua tendo na soja uma das principais âncoras de geração de receita, fluxo cambial e competitividade internacional. Por que isso importa dentro da porteira Para o produtor rural, esse tipo de resultado não é apenas um dado macroeconômico. Ele sinaliza um ambiente externo aquecido, com demanda ativa e espaço para o Brasil seguir como fornecedor estratégico. Quando as exportações crescem, aumenta a importância de produzir com padrão, preservar qualidade, organizar logística e tomar decisão comercial com mais critério. Na prática, isso significa que eficiência operacional, manejo bem executado, armazenagem adequada e leitura de mercado passam a pesar ainda mais no resultado final da safra. Em um cenário em que volume exportado cresce mesmo com preços médios menores, margem tende a depender mais de gestão do que de improviso. Leitura técnica da Assistec O recorde de exportações reforça um ponto importante para o agro brasileiro: competitividade não se sustenta só em área plantada ou produtividade bruta. Ela depende de regularidade de entrega, qualidade do produto, eficiência no escoamento e capacidade de reação da cadeia diante das oscilações do mercado internacional. No caso da soja, o dado é ainda mais relevante porque confirma a força do grão como motor do comércio exterior brasileiro. Para regiões produtoras, isso exige cada vez mais atenção ao planejamento técnico da lavoura, ao momento de colheita, ao pós-colheita e à gestão de custos. Quem executa melhor, tende a capturar mais valor. Recomendações técnicas da Assistec Visão de médio prazo O avanço das exportações em fevereiro mostra que o Brasil segue consolidado como um dos principais fornecedores globais de alimentos, fibras e energia renovável. Ao mesmo tempo, o dado acende um alerta positivo: quanto mais relevante o país se torna no mercado internacional, maior é a exigência por eficiência, rastreabilidade, previsibilidade e profissionalização da produção. Para o produtor, isso significa que o futuro da competitividade passa cada vez mais por agricultura orientada por informação, assistência técnica de qualidade e tomada de decisão baseada em resultado. Conclusão O recorde das exportações do agro em fevereiro confirma a força do Brasil no comércio internacional e reforça a importância estratégica da soja dentro desse cenário. Mais do que celebrar números, o momento pede organização, eficiência e visão de longo prazo. Em um mercado global exigente, produzir bem continua sendo essencial — mas transformar produção em resultado é o que realmente diferencia quem está preparado. Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Exportação de soja deve ganhar força mesmo após período de chuvas intensas no Brasil

Mesmo com atrasos pontuais na colheita provocados pelo excesso de umidade em várias regiões produtoras, o Brasil deve manter ritmo forte nas exportações de soja nos próximos dias. O cenário combina safra robusta, demanda internacional aquecida e maior movimentação nos portos, reforçando o protagonismo do país no mercado global. Safra cheia, logística em retomada e mercado atento As projeções para a safra brasileira 2025/2026 seguem positivas, com expectativa de produção elevada e manutenção da competitividade nacional no comércio internacional. Mesmo com o início do ano marcado por chuvas intensas e atrasos naturais em parte da colheita, a tendência é de recuperação no fluxo de embarques ao longo de março. A programação portuária indica forte avanço nas exportações de soja neste período, sustentada pelo volume disponível no campo e pela retomada operacional após os períodos de maior dificuldade para a colheita. Na prática, o atraso provocado pelo clima não elimina a força da safra brasileira, mas exige mais atenção à janela de escoamento, à qualidade dos grãos e à eficiência da armazenagem. Por que isso importa para o produtor Quando a colheita é impactada por excesso de chuva, o desafio não fica restrito à operação de máquinas. A umidade elevada pode comprometer qualidade, aumentar risco de avarias, pressionar secagem, encarecer a logística e reduzir flexibilidade comercial. Em um mercado exportador, esses fatores pesam diretamente sobre margem e poder de negociação. Ao mesmo tempo, o aumento da demanda internacional e o reposicionamento da oferta global abrem espaço para o Brasil ampliar sua presença em diferentes destinos. Isso significa que, mesmo diante de um início de ciclo mais desafiador, o produtor ainda pode se beneficiar de um ambiente favorável, desde que conduza bem o pós-colheita e mantenha disciplina na gestão comercial. Leitura técnica da Assistec Do ponto de vista técnico, este é um momento que exige menos improviso e mais controle. Em anos de maior pressão climática, a rentabilidade não depende apenas do potencial produtivo da lavoura, mas da capacidade de preservar qualidade até a entrega. Colher no ponto possível, ajustar operação, reduzir perdas, organizar secagem e acompanhar a condição do grão passam a ser decisões estratégicas. Outro ponto importante é que o bom cenário de exportação não deve ser interpretado como garantia automática de resultado. O mercado pode estar aberto, mas quem captura melhor valor é quem chega com produto bem manejado, padronizado e comercialmente bem posicionado. Recomendações técnicas da Assistec Visão de médio prazo O mercado de soja deve continuar sensível à combinação entre clima, ritmo de colheita, capacidade logística e movimentos do comércio internacional. Para o produtor, o recado é claro: em safras grandes, o diferencial competitivo não está apenas em produzir mais, mas em conseguir colher, conservar e entregar melhor. Em um ambiente de exportação aquecida, a eficiência operacional dentro da fazenda e no pós-colheita passa a ter peso tão importante quanto o desempenho da lavoura no campo. Conclusão Mesmo após um período de chuvas intensas, o Brasil segue com perspectiva positiva para a exportação de soja nos próximos dias. O cenário favorece o país, mas exige gestão técnica, atenção à qualidade e decisões rápidas para transformar volume em resultado. Mais uma vez, a diferença tende a aparecer não apenas na produção, mas na capacidade de execução. Fonte: Campo & Negócios, com dados citados de Conab, Anec e Secex.
Segurança jurídica no agro: reforma do Estatuto da Terra e Marco Temporal entram no centro do debate

Em um ambiente cada vez mais regulado e sensível a decisões judiciais, previsibilidade jurídica virou fator estratégico para proteger contratos, investimento e continuidade produtiva no campo. A segurança jurídica voltou ao centro das discussões do agronegócio brasileiro com o avanço do debate sobre a reforma do Estatuto da Terra e a aplicação do Marco Temporal. O tema ganhou relevância porque envolve dois pilares diretamente ligados ao ambiente de produção: a estabilidade das regras fundiárias e a previsibilidade na interpretação de normas que impactam o uso da terra, a atividade produtiva e os investimentos no meio rural. Quando o produtor opera em um cenário de incerteza regulatória, o efeito não fica restrito ao campo jurídico. Ele alcança o valor dos ativos rurais, o desenho dos contratos, a confiança para investir em expansão, a estruturação patrimonial e até a tomada de crédito. Por isso, a discussão deixou de ser apenas institucional e passou a ter peso prático para todo o ecossistema do agro. Por que a segurança jurídica pesa tanto no agronegócio? O agronegócio depende de planejamento de médio e longo prazo. Diferentemente de atividades com ciclo mais curto, a produção rural exige previsibilidade sobre posse, uso da terra, contratos agrários, acesso a financiamento, sucessão, licenciamento e viabilidade de expansão. Quando a interpretação das normas oscila ou há contradição entre diferentes esferas de poder, o ambiente produtivo perde estabilidade. Na prática, isso afeta decisões concretas. O produtor posterga investimento, o arrendatário assume mais risco, o credor precifica incerteza, o comprador exige mais garantias e toda a cadeia passa a operar com menor segurança. Em um setor que precisa combinar produtividade, conformidade e escala, insegurança jurídica significa aumento de custo e redução de confiança. Reforma do Estatuto da Terra: por que o tema voltou à pauta? O Estatuto da Terra é uma das bases históricas da legislação agrária brasileira, mas o agro de hoje opera em uma realidade muito mais complexa do que aquela existente quando a norma foi concebida. Houve transformação da estrutura produtiva, profissionalização da gestão rural, ampliação do crédito, modernização tecnológica e evolução dos modelos contratuais no campo. Por isso, a atualização do Estatuto voltou ao debate como uma necessidade de adequação da legislação à dinâmica atual do setor. O foco não está apenas em revisar conceitos antigos, mas em permitir regras mais compatíveis com a realidade dos sistemas agroindustriais, fortalecendo segurança jurídica, autonomia contratual e maior coerência entre produção, função social da terra e desenvolvimento sustentável. Marco Temporal e o impacto sobre a previsibilidade do campo Outro ponto central do debate é a aplicação do Marco Temporal no contexto das demarcações de terras indígenas. O tema ganhou dimensão nacional porque a divergência de entendimento entre o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional ampliou a sensação de instabilidade jurídica em parte relevante do setor produtivo. Do ponto de vista prático, o problema não está apenas no mérito da discussão, mas na falta de uniformidade e previsibilidade. Sempre que um tema fundiário estratégico permanece sujeito a conflitos interpretativos prolongados, o reflexo aparece em disputas patrimoniais, insegurança sobre investimentos e dificuldade de planejamento para quem depende da estabilidade territorial para produzir. O que o debate sinaliza para produtores e empresas do agro O debate institucional mostra que o agronegócio brasileiro entrou em uma fase em que governança jurídica deixou de ser tema periférico. Hoje, ela é parte da gestão do negócio rural. Empresas, grupos familiares, investidores, produtores e gestores precisam acompanhar a evolução regulatória com mais disciplina, porque mudanças na interpretação das normas podem alterar risco operacional, risco patrimonial e exposição contratual. Em outras palavras, o produtor moderno não pode olhar apenas para lavoura, clima e mercado. Ele precisa entender que o ambiente legal também interfere na rentabilidade e na continuidade da operação. Segurança jurídica não é um conceito abstrato: ela sustenta decisão, protege valor e reduz vulnerabilidade. Por que esse assunto importa mesmo para quem está focado na produção? Muitos produtores associam discussões fundiárias e institucionais apenas a grandes conflitos ou a temas distantes da rotina da fazenda. Mas a realidade é outra. Questões ligadas a terra, contratos e estabilidade normativa influenciam diretamente a base do negócio rural. Arrendamentos, parcerias, garantias, planejamento sucessório, expansão de área, valuation da propriedade e acesso a capital dependem de um ambiente minimamente previsível. Quando esse ambiente enfraquece, o impacto recai sobre o caixa, sobre a tomada de decisão e sobre a capacidade de crescimento sustentável da atividade. Recomendações práticas da Assistec Agrícola Embora a Assistec tenha foco técnico no campo, o cenário mostra que a gestão da propriedade precisa estar conectada ao ambiente regulatório. O produtor que deseja proteger produtividade e patrimônio deve tratar segurança jurídica como parte da estratégia do negócio. Nesse contexto, algumas medidas práticas ganham importância: No agro moderno, produtividade e governança caminham juntas. Quanto maior o valor do ativo rural e mais sofisticada a operação, maior também a necessidade de controle sobre risco jurídico. Visão de médio e longo prazo para o agronegócio A tendência é que o agronegócio continue convivendo com um ambiente regulatório mais exigente, mais judicializado e mais conectado a temas de governança, sustentabilidade e segurança patrimonial. Isso exige maturidade de gestão. O produtor que se antecipa, organiza sua base documental, fortalece contratos e acompanha a evolução normativa tende a operar com mais segurança. Já quem ignora esse movimento corre mais risco de reagir tarde, com custo maior e menor margem de manobra. No fim, segurança jurídica não é freio para o crescimento. É o que permite crescer com mais consistência, proteger patrimônio e sustentar decisões em um ambiente cada vez mais complexo. Conclusão O debate sobre a reforma do Estatuto da Terra e a aplicação do Marco Temporal mostra que o futuro do agronegócio brasileiro depende não apenas de tecnologia, crédito e produtividade, mas também de regras mais claras, coerentes e estáveis. Em um setor de alta relevância econômica e grande exposição patrimonial, previsibilidade jurídica é condição para investir, produzir e evoluir com segurança. Para o produtor rural, a mensagem é objetiva: acompanhar esse movimento