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Mercado de Defensivos 2026: Brasil aprova 912 produtos (+37,5%) e enfrenta pressão asiática e morosidade regulatória

O Brasil AgrochemShow 2026 trouxe à mesa o retrato mais completo já feito do mercado brasileiro de defensivos agrícolas em 2025 — e revelou um paradoxo difícil de ignorar. Por um lado, o setor bateu recorde de aprovações; por outro, a fila de registros, a judicialização e a pressão de fabricantes asiáticos continuam puxando o freio do segmento.

912 defensivos aprovados: o número que define 2025

Foram 912 registros de defensivos agrícolas aprovados em 2025 no Brasil, alta de 37,5% sobre o ano anterior — um marco histórico que reflete o esforço regulatório de destravar o portfólio brasileiro. Mas o setor lembra que o tempo médio para aprovação de formulados químicos continua em 63,4 meses, ou seja, mais de cinco anos do protocolo à liberação comercial.

O paradoxo: aprovar mais não significa decidir rápido

A judicialização do registro segue como um dos principais gargalos. Empresas relatam que mesmo produtos aprovados acabam contestados na Justiça, gerando insegurança jurídica para indústria e produtor. A consequência prática é dupla:

  • Pipelines de inovação ficam mais caros e demorados, encarecendo a molécula que chega ao campo.
  • Produtores acabam mais expostos a falta de rotação de mecanismos de ação, acelerando casos de resistência.

China, Índia e a pressão sobre as moléculas tradicionais

O avanço de fabricantes chineses e indianos sobre o mercado brasileiro de defensivos tem comprimido margens em moléculas off-patent. O resultado é uma reorganização rápida do setor: as fabricantes tradicionais aceleram a corrida das biossoluções e do portfólio digital, enquanto o produtor enfrenta um leque cada vez maior de opções genéricas a preço competitivo — com qualidade técnica que precisa ser avaliada caso a caso.

Rastreabilidade 4.0 entra na pauta

Soluções de rastreabilidade ganharam destaque no evento. Plataformas como a TecPrime já oferecem módulos de tratamento de sementes que documentam cada formulação e dosagem, conectando o lote tratado aos resultados de colheita, além de QR Code por saca no armazém. A promessa é eliminar perdas pós-colheita e tomar decisões por evidência, não por suposição.

O que isso muda para o produtor de soja e milho

Três recomendações práticas saem do AgrochemShow para o sojicultor e milhocultor brasileiro:

  • Qualifique o fornecedor. Antes de migrar para genéricos chineses ou indianos, exija ficha técnica completa, registro válido no Mapa e histórico de eficácia em condições brasileiras.
  • Inclua biológicos no programa. O avanço das biossoluções não é tendência futura — é solução comercial disponível para nematoides, lagartas e doenças foliares, com benefício adicional na manutenção da vida do solo.
  • Rastreie cada aplicação. Manter histórico de lote, dose, alvo e data deixou de ser burocracia. Em mercados de exportação cada vez mais exigentes, essa é a moeda de barganha futura do produtor brasileiro.

Na Assistec Agrícola, acompanhamos de perto cada mudança no portfólio aprovado e construímos com o produtor programas de manejo que combinam moléculas químicas, biológicas e tecnologia de aplicação. Mais defensivos disponíveis exigem mais critério na escolha — e é nessa hora que o suporte técnico vira diferencial de produtividade.