PRA VOCÊ IR MAIS LONGE A gente cuida do seu futuro, para caminharmos juntos sempre.

Conheça soluções para mitigar riscos climáticos na produção de soja

Estima-se que, em menos de 50 anos, 41% das áreas que têm aptidão climática para o plantio de soja no Brasil vão passar a ter mais riscos climáticos. Essa projeção do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), traz um grande desafio à tona: como mitigar os riscos climáticos e ao mesmo tempo continuar alcançando altas produtividades na cultura da soja?

No primeiro evento da edição especial de Encontro com Gigantes Soja: como alcançar altas produtividades, a Verde convidou o Engenheiro Agrônomo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Thiago Ferreira Santos, para o “Encontro com Gigantes – Soja: como lidar com condições climáticas desfavoráveis na lavoura?”

O evento foi promovido pela Verde, empresa que produz os fertilizantes BAKS®, K Forte®, K Forte Boro e Silício Forte, no dia 19 de agosto de 2021.

Você pode conferir a conversa, mediada por Fernanda Santos, na íntegra pelo link:

Os desafios do cultivo de soja no Brasil  

A soja é uma cultura que coloca o Brasil em destaque no cenário mundial. A exportação do país atende cerca de 50% do comércio mundial de soja, com quase 40 milhões de hectares destinados à produção da cultura.

Em condições favoráveis de solo e clima com aptidão agrícola, somados ao manejo adequado de toda cadeia produtiva, a soja pode alcançar uma produtividade de mais de 100 sacas por hectare e com um risco mínimo de quebra de produção de 5%.

Contudo, quando o solo e o clima se tornam menos favoráveis, esse risco aumenta.

De acordo com o 11º Acompanhamento da safra brasileira de grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), pelo menos 10 estados podem lidar com condições de restrição de falta de chuva nos próximos meses de 2021.

O agricultor também vem enfrentado a crescente tendência de expansão do plantio da soja regiões de pastagens degradadas, onde as condições físicas, químicas e biológicas do solo geralmente se encontram aquém do ideal.

Thiago Ferreira destacou algumas análises de solo que evidenciaram uma baixa saturação por bases e elevada saturação de alumínio. Segundo ele, esses fatores que podem limitar o potencial produtivo da soja:

“Produzir nesses solos não é fácil e a melhora não vai acontecer do dia para noite. Então, devemos encarar essa situação como um processo de construção que vai demandar tempo e esforço do agricultor.”

Como, então, mitigar os riscos climáticos e as condições desfavoráveis do solo para alcançar altas produtividades na cultura da soja?

A mitigação dos riscos climáticos na cultura da soja  

O clima sempre foi uma variável que não pode ser controlada na agricultura, apenas monitorada.

Entretanto, com a evolução das pesquisas e tecnologias, foram surgindo práticas que apresentaram um impacto positivo na mitigação dessas condições climáticas desfavoráveis na lavoura.

Dentre elas, Thiago Ferreira destacou aquela que teve uma maior correlação entre produtividade e redução dos impactos climáticos: a produção de raízes.

As raízes das plantas são o principal órgão responsável pela absorção de água e nutrientes. Elas têm potencial para ser um dos principais mecanismos capazes de favorecer a resistência da planta a condições ambientais adversas e ainda promover o incremento da produtividade da cultura da soja.

Mas, como isso acontece? Thiago Ferreira explicou que com um maior sistema radicular, as plantas conseguem manter por mais tempo o funcionamento normal do seu sistema fisiológico em condições adversas e isso tem um impacto direto na eficiência fotossintética da planta.

Um sistema radicular bem desenvolvido proporciona um melhor fornecimento de água para todas as estruturas da planta, incluindo os estômatos.

Eles são estruturas responsáveis por realizar as trocas gasosas e dependem da água para manter esse processo funcionando, inclusive, nos momentos mais quentes do dia.

Como nesse período do dia as plantas tem uma maior eficiência fotossintética, consequentemente elas são capazes de produzir mais energia, que é necessária para a produção de flores, frutos e grãos. É o que explica Thiago Ferreira:

“Quanto mais raízes foram produzidas, mais água terá no sistema e mais tempo os estômatos conseguem se manter abertos. Então, se eu tenho água na raiz e o meu ambiente é favorável, a minha eficiência fotossintética vai ser melhor, porque eu tenho dióxido de carbono entrando dentro da planta.”

Considerando a importância que as raízes tem para a produtividade e mitigação dos impactos climáticos na cultura da soja, é preciso investir em práticas que favoreçam o desenvolvimento do sistema radicular.

Como promover o bom desenvolvimento do sistema radicular da soja  

Dentre as diversas práticas para promover o bom desenvolvimento do sistema radicular da soja e ao mesmo tempo melhorar as condições do solo, Thiago Ferreira recomendou o investimento em técnicas de correção do solo.

Práticas como a calagem e a gessagem promovem a correção da saturação por alumínio do solo em profundidade, por exemplo, favorecendo o aumento do volume radicular, já que o alumínio impede que as raízes façam a divisão celular.

Além disso, Thiago Ferreira também destacou a importância de garantir uma boa disponibilidade de macronutrientes e micronutrientes em profundidade, como o boro. Esse micronutriente além de ser precursor de um hormônio que fomenta a divisão celular, está muito envolvido com o pegamento de flores na cultura da soja.

“O boro é um micronutriente que não consegue ser redistribuído pela planta, então se você tem a oportunidade de fazer apenas uma aplicação de boro, faça ele no solo.”

Para entender mais sobre como lidar com condições climáticas desfavoráveis na lavoura de soja, confira o vídeo do Encontro com Gigantes na íntegra!

Fonte: Verde Ag