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Percevejo-barriga-verde no milho: Embrapa valida controle biológico com fungo e vespa parasitoide

Manejo · MIP

Percevejo-barriga-verde no milho: Embrapa valida controle biológico com fungo e vespa parasitoide

O percevejo-barriga-verde é um dos alvos que mais preocupam quem faz plantio direto com rotação soja-milho: ele ataca as plântulas recém-estabelecidas e já provoca quebras crônicas de até 30% no rendimento físico. Uma pesquisa de ecologia química da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia abre agora uma rota nova de controle — que não depende de mais uma molécula química, e sim de fazer a própria planta chamar o inimigo natural da praga.

A planta que emite um sinal de socorro

O protocolo testado pela Embrapa começa com a aplicação foliar do fungo entomopatogênico Beauveria bassiana, já conhecido no mercado como agente de biocontrole. O achado novo é o efeito colateral positivo: a aplicação altera a emissão de compostos voláteis do milho, elevando a produção de salicilato de metila — uma substância que funciona como ímã biológico para inimigos naturais da lavoura.

A vespa que interrompe o ciclo da praga

Guiada por esse sinal químico, a vespa parasitoide Telenomus podisi localiza com precisão os ovos do percevejo-barriga-verde e realiza o parasitismo, interrompendo a eclosão e o ciclo reprodutivo da praga antes que ela chegue à fase de maior dano. Na prática, a planta passa a recrutar o próprio predador natural do percevejo — reduzindo a dependência de aplicações químicas repetidas.

  • Alvo de alta escala. O foco da tecnologia são justamente as áreas sob Plantio Direto e rotação soja-milho, onde a pressão do percevejo é maior sobre plântulas recém-emergidas.
  • Redução de custo operacional. Menos dependência de defensivos químicos para essa praga específica significa menos aplicação e menos repasse na conta da safra.
  • Ainda em validação de campo. A Embrapa é clara: a próxima etapa é validar o modelo em ensaios a campo, fora do ambiente controlado. Não é tecnologia comercial disponível hoje — é uma rota que deve amadurecer nas próximas safras.

O que fazer com essa informação agora

Enquanto o protocolo não vira produto de prateleira, o recado prático já vale para esta safra: percevejo-barriga-verde em área de plantio direto e rotação soja-milho precisa de monitoramento dirigido, não de calendário de aplicação. Saber onde a população está concentrada — e em que fase de plântula — é o que evita que 30% de perda vire realidade na sua área.

Sua lavoura em rotação soja-milho está sob monitoramento real? O Alvo Check da Assistec Agrícola estrutura o acompanhamento de pragas por talhão e indica o momento exato de agir — hoje com as ferramentas disponíveis, e pronto para incorporar o que a ciência validar em campo amanhã. Fale com a nossa equipe técnica e siga @assistecagricola.