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Colheita de soja 25/26 avança em Mato Grosso: quando a operação acelera, o detalhe define o lucro

Mato Grosso dá o tom da colheita no Brasil e, conforme o ritmo ganha corpo, cresce também a pressão sobre logística, armazenagem e qualidade do grão. É a fase em que regulagem, controle de perdas e disciplina de umidade deixam de ser “capricho” e viram margem.

Atualizado em: 19/01/2026 Leitura: 4–6 min

O que o número indica (e por que ele importa)

A colheita de soja 2025/26 em Mato Grosso alcançou 6,69% da área, com avanço semanal de 4,71 pontos percentuais. O ritmo está acima do registrado no mesmo período de 2025 (1,41%) e também supera a média de cinco anos para a data (2,32%).

Leitura prática: quando MT acelera, o mercado sente pressão de oferta e a fazenda sente pressão de operação. É aí que perdas na plataforma, impureza e umidade “comem” resultado sem pedir licença.

Risco real nesta fase: perdas + descontos + gargalo de fila

  • Perdas invisíveis na colhedora: regulagem inadequada em plataforma, cilindro/rotor e peneiras aumenta perdas no chão e no rastro.
  • Qualidade do grão: colher fora do ponto eleva avariado, impureza e risco de desconto na entrega.
  • Fila e tempo morto: atraso em transbordo, caminhões e descarga vira custo direto (combustível, hora máquina e janela climática).

Recomendações técnicas da Assistec (checklist de execução)

1) Perdas: medir antes de “achar”

Faça aferição de perdas (plataforma e sistema de trilha) em pontos representativos. Ajuste por talhão: mesma cultivar em ambientes diferentes pode pedir regulagem diferente.

2) Umidade e ritmo de colheita

Defina faixa operacional e disciplina de tomada de decisão (parar, voltar, retomar). Grão fora do ponto aumenta dano mecânico e desconto.

3) Logística: fila custa caro

Alinhe transbordo e transporte com capacidade de recebimento. Melhor “sobrar” caminhão do que parar colhedora em dia bom.

4) Mapas de colheita: dado vira decisão

Calibre monitor e use mapas para fechar a safra por ambiente de produção. Isso organiza correção de solo, taxa variável e estratégia do próximo ciclo.

Na Assistec, a colheita não é “fim da safra”. É a etapa que confirma (ou desmonta) o resultado. E resultado se protege com método, medição e execução disciplinada.

Perguntas frequentes

Como saber se minha perda está alta?

Medindo no campo por amostragem e separando perda de plataforma e de trilha. Sem número, é opinião.

Vale ajustar regulagem por talhão?

Sim. Umidade, porte, acamamento e variabilidade do talhão alteram o comportamento da colheita.

Fonte: Notícias Agrícolas (Reuters) e Imea. Publicado em 16/01/2026.