Novo herbicida de ponta para o milho e tecnologias para cereais são temas da Sipcam Nichino na Copercampos 2026

Campos Novos (SC) – Companhia destaca resultados no controle de plantas daninhas de milho e apresenta ampla linha de soluções ao produtor no evento de Campos Novos. Centrado na inovação, no lançamento de soluções e no debate sobre tendências do agronegócio, o Show Tecnológico Copercampos chega à 30ª edição. No período de 24 a 27 deste mês, na catarinense Campos Novos, 210 expositores e mais de 20 mil pessoas são esperados. Uma das referências do mercado de agroquímicos, a Sipcam Nichino Brasil leva para o evento seu mais recente lançamento para o cultivo do milho, o herbicida Click® Pro, que reúne as moléculas terbutilazina e mesotriona. Conforme o engenheiro agrônomo José de Freitas, da área de desenvolvimento de mercado, trata-se de um herbicida de ação pós-emergente, altamente seletivo para o milho, indicado ao manejo de monocotiledôneas e dicotiledôneas. “Apresenta controle superior de folhas largas e gramíneas, com longo efeito residual na pós-emergência, inclusive sobre espécies resistentes ao glifosato e à atrazina”, ele resume. Segundo ele, o novo herbicida passou por avaliações a campo realizadas por consultorias e institutos de pesquisa de renome, entre estes Fundação ABC, Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária, Crop Pesquisa, Dashen, Centro Agro e Desafios Agro. “As análises demonstraram que a solução apresenta ação sinérgica entre os ativos e age eficazmente no manejo das plantas daninhas resistentes dentro do cultivo do milho.” Soluções para cereais Conforme Freitas, a companhia também expõe no Show Copercampos diferentes soluções para cereais, inclusive a tecnologia para tratamento de sementes Seed Pro, formada pelos fungicidas Torino® e Tiofanil®, além dos também fungicidas foliares Domark® Excell, Fezan® Gold e Support®. Torino® conta com registro para tratamento de sementes na cultura do trigo e cevada. “À base dos compostos fluazinam e tiofanato metílico, age para eliminar fungos das sementes, além de proteger plantas frente a patógenos de solo e manter o potencial germinativo de lavouras, fundamental ao bom estabelecimento de estande inicial”, ele assinala. Ainda para o trigo, a companhia trata dos benefícios associados ao fungicida Domark® Excell no tratamento das doenças ferrugem da folha, mancha amarela e oídio. Para aveia, centeio, cevada, milho e trigo, continua Freitas, a Sipcam Nichino ressaltará diferenciais do fungicida Fezan® Gold, solução com indicação em bula para diferentes ferrugens e também a cercosporiose do milho. Já em relação ao fungicida Support®, para trigo e cevada, Freitas salienta a ação curativa da solução, bem como a formulação, líquida, que facilita o manuseio e entrega efetividade no manejo preventivo de doenças, entre estas a giberela em trigo e cevada e a fusariose do milho. Sobre a Sipcam Nichino Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes, e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.
Liberação de Mg e Ca nas aplicações de calcário em superfície em função da produção de acidez dos cultivos

Autor: Prof. Tarcísio Cobucci Em sistemas intensivos como soja → milho safrinha, a calagem em superfície (sem incorporação) é uma prática comum, principalmente pela logística e pelo sistema plantio direto. Porém, existe um ponto técnico que merece atenção: a reação do calcário e a liberação de Ca e Mg tendem a se concentrar, sobretudo nos primeiros anos, na camada mais superficial do solo (0–5 cm). O que este trabalho estimou (camada 0–5 cm) Resultados estimados na camada superficial (0–5 cm) Item 1º semestre – Soja 2º semestre – Milho safrinha Acidez por MAP (kg CaCO₃/ha) 8,8 4,4 Acidez por N/FBN (kg CaCO₃/ha) 45,8 85,8 Acidez por palhada (kg CaCO₃/ha) 36,0 51,5 Total de acidez 0–5 cm (kg CaCO₃/ha) 91 142 Calcário PRNT 90% (kg/ha) 101 158 CaO fornecido pelo calcário (kg/ha) 30 47 Ca disponível (kg/ha) (CaO × 0,714) 21 33 MgO fornecido pelo calcário (kg/ha) 18 28 Mg disponível (kg/ha) (MgO × 0,869) 16 24 Extração total de Ca (kg/ha) 256 126 Exportação de Ca (kg/ha) ≈ 9,7 ≈ 25 Extração total de Mg (kg/ha) 79,4 90 Exportação de Mg (kg/ha) ≈ 10,5 ≈ 27 Leitura rápida: o calcário estimado para neutralizar a acidez na camada 0–5 cm é baixo (101–158 kg/ha), e o Ca/Mg disponibilizado nessa camada (21–33 kg Ca/ha; 16–24 kg Mg/ha) é pequeno quando comparado à extração total das culturas. Por que isso importa na prática Recomendações técnicas da Assistec Visão de médio prazo Em sistemas soja → milho, a calagem superficial cumpre bem o papel de neutralizar acidez e fornecer Ca e Mg no curto prazo no topo. No entanto, em ambientes de alta produtividade, pode ser necessário combinar estratégias para que a disponibilidade de Mg acompanhe a demanda das culturas, principalmente no milho safrinha. Conclusão O ponto central é simples: calagem em superfície funciona, mas sua dinâmica é concentrada e gradual. A decisão técnica mais segura é ajustar o corretivo ao objetivo (neutralização + fornecimento) e, quando necessário, reforçar Mg para não deixar a nutrição virar limitante no momento crítico da lavoura. Crédito de autoria: Prof. Tarcísio Cobucci. Fonte: “Liberação de Mg e Ca nas aplicações de calcário em superfície em função da produção de acidez dos cultivos”, Prof. Tarcísio Cobucci (material técnico).
Menos química, mais eficiência: o papel do carbono orgânico ativo no manejo da lavoura

Quando a calda “trabalha melhor” e a rizosfera fica mais ativa, o resultado aparece em eficiência de insumos, sanidade e estabilidade do sistema. Em muitas fazendas, o gargalo não está só na escolha do produto — está em como o produto chega (qualidade da aplicação) e como a planta e o solo respondem (biologia e metabolismo). É nesse ponto que fontes de carbono orgânico ativo vêm ganhando espaço: como ferramenta para elevar a eficiência de defensivos, fertilizantes e bioinsumos, reduzindo perdas e melhorando consistência de resultado. O que é “carbono orgânico ativo” na prática O termo costuma ser usado para descrever frações orgânicas com alta funcionalidade (ex.: ácidos orgânicos e fenóis leves), capazes de atuar como tamponantes, condicionadores de calda e estímulo biológico no sistema solo–planta. A diferença não é “romântica”: produtos bem-processados têm menor carga de compostos pesados que causam borras e podem aumentar risco de entupimento e instabilidade na pulverização. Por que isso importa na eficiência de defensivos, fertilizantes e biológicos Em pulverização, o ganho costuma vir de três frentes: molhamento, espalhamento e penetração. Quando esses fatores melhoram, a absorção tende a ser mais eficiente e a aplicação perde menos para deriva/escorrimento. Na prática, a fazenda ganha em aproveitamento do insumo e, em muitos casos, reduz a necessidade de “empilhar” vários adjuvantes sintéticos na calda. Principais efeitos agronômicos atribuídos ao carbono orgânico ativo Carbono orgânico ativo e estresses: onde ele costuma “pagar a conta” Em anos de risco climático (veranico, amplitude térmica, calor), qualquer melhoria de eficiência e equilíbrio metabólico ajuda. A lógica é simples: planta menos “travada” e aplicação mais eficiente tendem a reduzir perdas e aumentar previsibilidade do manejo. Isso não substitui planejamento (janela, tecnologia de aplicação, escolha de molécula), mas pode somar quando o sistema está bem conduzido. Recomendações técnicas da Assistec Para transformar esse conceito em resultado, a régua é a mesma de sempre: diagnóstico + operacional bem feito + validação em campo. Visão de médio prazo O melhor cenário é quando a fazenda usa essas ferramentas para reduzir perdas e aumentar eficiência sem complicar o sistema. Ganho real é aquele que aparece em três pontos: menos retrabalho (reaplicações), melhor sanidade/estabilidade e melhor aproveitamento dos investimentos (defensivos, nutrição e biológicos). Conclusão Carbono orgânico ativo não é “moda”: é uma abordagem para fazer o manejo render mais — especialmente na tecnologia de aplicação e no suporte biológico do sistema. Com critério técnico e validação, vira ferramenta de eficiência e resiliência. Na Assistec Agrícola, a gente traduz isso em rotina de campo: diagnóstico, recomendação por ambiente e execução bem feita. Produtividade é o nosso alvo. Fonte: Campo & Negócios — “Menos química, mais resultado: o poder do carbono orgânico ativo na agricultura” (publicado em 19/02/2026; atualizado em 20/02/2026). Autor: Fernando Janini (Eng. Agrônomo).
Solo “vivo”: por que a produtividade nasce das relações dentro do perfil

Enxergar o solo como um sistema de conexões muda o jeito de diagnosticar problemas, priorizar manejo e proteger a produtividade safra após safra. Por muito tempo, o solo foi tratado como um “meio de cultivo” que a gente corrige: ajusta pH, repõe nutrientes e segue o jogo. Isso trouxe ganhos enormes. O ponto é que, quando a leitura fica só no químico, a fazenda corre o risco de perder o principal: a funcionalidade do solo como sistema. Uma visão mais moderna (e mais útil no campo) é entender o solo como produto de relações — ou seja, o resultado do que acontece, todo dia, entre estrutura física, biologia, matéria orgânica, água, raízes e manejo. A produtividade deixa de ser “um ponto” e passa a ser a qualidade das conexões que mantêm esse circuito funcionando. Por que isso importa na lavoura Quando as relações estão fortes, o solo ganha resiliência: infiltra melhor, segura mais água, sustenta raízes mais profundas, cicla nutrientes com mais eficiência e responde melhor a veranico, chuva intensa e variação de temperatura. Quando as relações se rompem, a lavoura vira refém de correções cada vez mais frequentes (e caras), e o problema aparece onde dói: estande, pegamento, sanidade, enchimento e teto produtivo. Na prática, muitos “mistérios” de talhão são isso: compactação + falta de energia para a biota + janelas longas sem raiz viva + baixa diversidade. O resultado é menor agregação, menor porosidade, menor infiltração e menor atividade biológica — e a cultura sente. Indicadores de campo que entregam se o sistema está conectado Recomendações técnicas da Assistec para “fortalecer as relações” O manejo relacional não é teoria: ele vira lista de decisão. Abaixo, o que mais gera resultado quando o objetivo é elevar teto produtivo com segurança: Visão de médio prazo: produtividade é infraestrutura Relações levam tempo para se consolidar. Por isso, o melhor manejo é o que funciona em “camadas” por 2–3 safras: corrigir o que limita agora, sem quebrar o que sustenta o sistema no futuro. Muitas vezes dá para ganhar produtividade no curto prazo e, ao mesmo tempo, melhorar a base do solo — desde que a estratégia seja planejada por ambiente e executada com disciplina operacional. Aqui entra um ponto-chave: o que você mede, você melhora. Quando a fazenda acompanha indicadores (infiltração, compactação, estabilidade de agregados, matéria orgânica, vigor e resposta por ambiente), fica mais fácil tomar decisão sem “chute”, economizar onde não traz retorno e colocar investimento onde destrava teto. Conclusão Solo bom não é só análise em dia — é conectividade funcionando dentro do perfil. Quando a fazenda passa a manejar essas relações, ela reduz risco, ganha eficiência e sustenta produtividade com mais previsibilidade. A Assistec Agrícola trabalha justamente para transformar essa visão em prática: diagnóstico por ambiente, recomendação técnica no detalhe e execução voltada para resultado. Porque, no fim, produtividade é o nosso alvo. Fonte consultada: Campo & Negócios — “O solo como produto de relações”, por Afonso Peche Filho (IAC). Publicado em 18/02/2026 e atualizado em 19/02/2026.
O Protagonista Complicado: Danos do Percevejo Marrom e a Mancha Púrpura

Enquanto o clima favorece o enchimento de grãos, a lavoura de soja enfrenta um “protagonista bastante complicado” na fase final do ciclo: o percevejo marrom (Euschistus heros). A presença deste inseto vai além do simples consumo da planta, representando uma ameaça dupla à rentabilidade do produtor através de danos diretos e indiretos. A Dinâmica do Dano: Sucção e Infecção O prejuízo direto ocorre no momento em que o percevejo introduz seu aparelho bucal nas vagens para sugar os nutrientes dos grãos, o que impacta o peso e a qualidade da colheita. Contudo, é o dano indireto que gera um efeito cascata preocupante. O processo de sucção cria lesões físicas nos grãos, abrindo “portas de entrada” para patógenos que estão presentes no ambiente. Impacto na Produção de Sementes O principal patógeno associado a esse ataque é o fungo Cercospora kikuchii, causador da Mancha Púrpura. A incidência desta doença é particularmente devastadora para a produção de sementes, pois a infecção pode inviabilizar o uso dos grãos para o plantio futuro. Isso frequentemente resulta no descarte de grandes volumes de produção que não atendem aos padrões de qualidade exigidos. Dada a severidade destes danos, o monitoramento não deve cessar com a proximidade da colheita. É essencial vigiar a presença destes insetos no sistema de produção continuamente para evitar que se tornem um problema recorrente que comprometa a produtividade safra após safra.
A Ameaça Silenciosa: O Complexo Spodoptera e o Risco da “Ponte Verde”

No contexto do manejo fitossanitário da soja, um subtópico que tem gerado grande preocupação entre os agricultores é a explosão populacional de lagartas do complexo Spodoptera. Diferente de outras pragas de fácil manejo, este grupo apresenta características comportamentais e fisiológicas que dificultam o controle e ameaçam diretamente a rentabilidade da lavoura. Comportamento e Danos A grande dificuldade no combate a essas lagartas reside em sua tolerância a diversos ingredientes ativos, tanto os de ação de contato quanto os de ingestão. Além da resistência química, elas utilizam o próprio ambiente a seu favor: alojam-se nas estruturas do caule, protegidas pelo dossel das plantas, e atacam quando as condições são propícias. O prejuízo é direto e severo, pois seu hábito alimentar foca justamente nas estruturas reprodutivas da planta, alimentando-se de flores e vagens, o que impacta imediatamente a produtividade final. A Importância do Manejo na Entressafra O controle dessa praga não deve se limitar ao ciclo atual da soja. É fundamental realizar o manejo antes do plantio da cultura subsequente para evitar a chamada “ponte verde”. Se as lagartas não forem controladas agora, elas criarão uma pressão muito maior sobre a fase inicial da próxima lavoura. Como o bom estabelecimento da cultura define o sucesso de todo o ciclo, negligenciar esse controle final valida o ditado agronômico de que “o que começa mal, termina mal”. Portanto, o manejo fitossanitário deve ser encarado como uma prática totalmente preventiva e contínua.
Desafios do Fechamento da Soja em 2026

À medida que a safra de soja se encaminha para o seu fechamento, o produtor se depara com um cenário de condições climáticas favoráveis, com boa disponibilidade de umidade e sol, ideais para a fotossíntese e o enchimento de grãos. No entanto, esta fase final exige atenção redobrada devido a complexas alterações fisiológicas na planta e à pressão de pragas e doenças. Equilíbrio Fisiológico e Vulnerabilidade Neste estágio, a demanda da planta por nutrientes como Potássio, Magnésio e Zinco aumenta consideravelmente. Fisiologicamente, a soja precisa equilibrar seus recursos entre a defesa e a geração de grãos. Ao ser preparada para atingir seu potencial produtivo máximo, as estruturas celulares da planta se expandem e a parede celular torna-se mais tenra. Ironicamente, isso facilita a penetração de fungos, favorecendo o estabelecimento das chamadas Doenças de Final de Ciclo (DFC’s). O Desafio das Pragas: Lagartas e Percevejos O manejo fitossanitário deve ser totalmente preventivo, visto que a cultura enfrenta ataques severos de insetos nesta fase. 1. Complexo Spodoptera: Há uma recente explosão populacional destas lagartas, que apresentam difícil controle e tolerância a vários ingredientes ativos. Elas se alojam no caule para proteção e se alimentam de flores e vagens, causando prejuízo direto à produtividade. O controle deve ocorrer antes do plantio da próxima cultura para evitar a “ponte verde”, pois o sucesso da lavoura depende de um bom começo. 2. Percevejo Marrom (Euschistus heros): Este inseto causa danos diretos ao sugar nutrientes e indiretos ao abrir portas para patógenos, principalmente a Cercospora kikuchii (causadora da Mancha Púrpura). Essa doença pode inviabilizar grandes volumes de grãos para uso como sementes. Conclusão Para garantir a produtividade, é essencial monitorar a lavoura em todos os estádios até a colheita e até mesmo depois dela, vigiando a presença desses insetos no sistema de produção. O manejo fitossanitário eficiente deve sempre considerar as boas práticas agronômicas para evitar que problemas recorrentes comprometam o rendimento final.
Soja Brasil 2025/26 pode ser recorde: o que muda na estratégia de produção e comercialização | Assistec Agrícola

Soja | Brasil | Safra 2025/26 | Cenário e Estratégia Soja 25/26 segue favorável e pode ser recorde: quem organiza antes, vende melhor e protege margem Projeção de safra cheia é boa notícia, mas também é aviso: volume grande exige planejamento de armazenagem, disciplina de custo e estratégia comercial. No campo, o objetivo segue o mesmo: executar bem para transformar potencial em produtividade colhida. Atualizado em: 19/01/2026 Leitura: 4–6 min O tamanho do cenário: mais área, mais produtividade, mais volume A projeção aponta produção de 179,28 milhões de toneladas de soja em 2025/26, alta de 4,3% sobre a safra anterior (171,84 milhões). A área estimada sobe para 48,33 milhões de hectares (vs. 47,64 milhões) e a produtividade média projetada passa de 3.625 kg/ha para 3.728 kg/ha. Ponto de atenção: houve relato de problemas climáticos no Nordeste (chuvas irregulares e temperaturas elevadas), mas com impacto nacional considerado limitado. Mesmo assim, a leitura regional importa na tomada de decisão. Quando a safra é grande, o risco muda de lugar Recomendações práticas da Assistec (campo + gestão) 1) Feche o “mapa de custos” por ambiente Separe áreas de alta e média resposta. O mesmo pacote para toda a fazenda tende a desperdiçar insumo onde o teto é menor e limitar resultado onde o teto é maior. 2) Agricultura de precisão para “parar de adubar no escuro” Use amostragem bem feita, mapas de fertilidade e decisão por talhão para correção e taxa variável. É assim que se protege margem sem reduzir eficiência. 3) Regra de venda e execução logística Em safra cheia, combine estratégia de comercialização com capacidade de armazenagem e janela de colheita. Venda sem fluxo e sem logística vira custo oculto. 4) Sanidade e estabilidade: produtividade é “sustentada” O que sustenta produtividade é planta estável: raiz, nutrição, controle de pragas e doenças no timing certo e monitoramento contínuo em momentos críticos. Safra grande premia quem tem método: leitura de ambiente, planejamento e execução. A Assistec atua com técnica aplicada e agilidade no campo para transformar potencial em resultado colhido. Perguntas frequentes Safra recorde significa preço ruim automaticamente? Não necessariamente. Mas aumenta a importância de estratégia de venda, fluxo e armazenagem para evitar decisões “no aperto”. Qual o primeiro passo para proteger margem em ano de volume alto? Ter leitura por ambiente (talhão) e organizar custo e insumos com antecedência, alinhando isso ao plano de colheita e entrega. Fonte: Canal Rural (Soja Brasil) com dados de Safras & Mercado. Publicado em 19/01/2026.
Milho safrinha 2026: incerteza de clima e tecnologia amplia variação de área e produção | Assistec Agrícola

Milho | Segunda Safra 2026 | Planejamento e Manejo Safrinha 2026: quando o cenário está aberto, a decisão de tecnologia precisa ser estratégica A segunda safra de milho começa com plantio ainda incipiente nas principais regiões e com um ponto central: o mercado tenta precificar o que ainda não está definido. Na prática, o produtor precisa equilibrar janela, pacote tecnológico e risco climático. Atualizado em: 19/01/2026 Leitura: 5–7 min O que o mercado está dizendo com números As projeções do momento trabalham com intervalo amplo: 17,7 a 18,5 milhões de hectares e uma produção que pode variar entre 101,94 e 117,6 milhões de toneladas. Por trás disso: janela de plantio pressionada pela soja, clima ainda incerto e sinal de tecnologia “média” em parte das áreas, em função de um mercado mais calmo. Conab e consultorias: onde estão as diferenças As referências oficiais e privadas não divergem por “achismo”, mas por premissas diferentes de produtividade, janela e tecnologia. A Conab manteve em janeiro projeção de 18,092 milhões ha e 110,461 milhões t. Já consultorias privadas variam o cenário conforme região e risco. Instituição Área (mi ha) Produção (mi t) Leitura prática Conab (jan/26) 18,092 110,461 Projeção estável; assume execução e clima dentro do esperado. StoneX 17,742 105,816 Cenário mais conservador de produção. Céleres 18,8 117,6 Área maior; produção alta depende de clima e boa janela. Pátria Agronegócios 17,59 101,94 Cenário mais defensivo, com queda relevante vs. ano anterior. Consultorias (faixa geral) 17,7–18,5 101,94–117,6 Amplitude reflete risco climático + nível de investimento no pacote. Recomendações técnicas da Assistec para a safrinha (sem romantizar risco) 1) Janela manda mais que intenção Ajuste estratégia por talhão: áreas que entram cedo aceitam mais teto produtivo; áreas tardias pedem híbridos mais seguros e manejo mais conservador. 2) Tecnologia “média” exige precisão Se a estratégia for reduzir investimento, compense com execução: população bem definida, uniformidade de deposição, adubação coerente com análise de solo e correções bem feitas. 3) Nitrogênio e enxofre: sem “chute” Planeje dose e parcelamento considerando histórico do ambiente e expectativa realista de produtividade. Aplicação no timing certo vale mais que “dose bonita” fora de hora. 4) Proteção: pragas e sanidade sob vigilância Intensifique monitoramento em fase inicial e vegetativa: reduzir falha de estande e proteger área cedo é o que mantém potencial produtivo quando o clima “aperta”. Em cenário incerto, não vence quem “aposta alto”, vence quem decide com base em ambiente, janela e execução. A Assistec trabalha com leitura técnica do talhão e disciplina operacional para transformar risco em plano. Perguntas frequentes Por que as estimativas de produção variam tanto? Porque o que define a safrinha é janela + clima + nível de tecnologia. Mude uma dessas premissas e a projeção muda junto. Qual é o erro mais comum no planejamento da safrinha? Definir pacote “padrão” para toda a fazenda. Safrinha exige estratégia por ambiente e por data de plantio. Fonte: Notícias Agrícolas. Publicado em 19/01/2026. Dados citados incluem Conab e consultorias (StoneX, Céleres, Pátria e Brandalizze).
Colheita de soja 25/26 avança em Mato Grosso: quando a operação acelera, o detalhe define o lucro

Mato Grosso dá o tom da colheita no Brasil e, conforme o ritmo ganha corpo, cresce também a pressão sobre logística, armazenagem e qualidade do grão. É a fase em que regulagem, controle de perdas e disciplina de umidade deixam de ser “capricho” e viram margem. Atualizado em: 19/01/2026 Leitura: 4–6 min O que o número indica (e por que ele importa) A colheita de soja 2025/26 em Mato Grosso alcançou 6,69% da área, com avanço semanal de 4,71 pontos percentuais. O ritmo está acima do registrado no mesmo período de 2025 (1,41%) e também supera a média de cinco anos para a data (2,32%). Leitura prática: quando MT acelera, o mercado sente pressão de oferta e a fazenda sente pressão de operação. É aí que perdas na plataforma, impureza e umidade “comem” resultado sem pedir licença. Risco real nesta fase: perdas + descontos + gargalo de fila Recomendações técnicas da Assistec (checklist de execução) 1) Perdas: medir antes de “achar” Faça aferição de perdas (plataforma e sistema de trilha) em pontos representativos. Ajuste por talhão: mesma cultivar em ambientes diferentes pode pedir regulagem diferente. 2) Umidade e ritmo de colheita Defina faixa operacional e disciplina de tomada de decisão (parar, voltar, retomar). Grão fora do ponto aumenta dano mecânico e desconto. 3) Logística: fila custa caro Alinhe transbordo e transporte com capacidade de recebimento. Melhor “sobrar” caminhão do que parar colhedora em dia bom. 4) Mapas de colheita: dado vira decisão Calibre monitor e use mapas para fechar a safra por ambiente de produção. Isso organiza correção de solo, taxa variável e estratégia do próximo ciclo. Na Assistec, a colheita não é “fim da safra”. É a etapa que confirma (ou desmonta) o resultado. E resultado se protege com método, medição e execução disciplinada. Perguntas frequentes Como saber se minha perda está alta? Medindo no campo por amostragem e separando perda de plataforma e de trilha. Sem número, é opinião. Vale ajustar regulagem por talhão? Sim. Umidade, porte, acamamento e variabilidade do talhão alteram o comportamento da colheita. Fonte: Notícias Agrícolas (Reuters) e Imea. Publicado em 16/01/2026.