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Cigarrinha-do-Milho: Bioinseticidas Ganham Espaço no Manejo Integrado de Pragas na Safrinha

Uma das principais ameaças à rentabilidade do milho safrinha no Brasil, a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) segue exigindo estratégias cada vez mais eficientes de manejo. Nos últimos ciclos, os bioinseticidas têm se destacado como alternativa consistente dentro do Manejo Integrado de Pragas (MIP), combinando eficácia agronômica com menor impacto ambiental e residual no solo.

Por Que a Cigarrinha é Tão Perigosa para o Milho?

A cigarrinha-do-milho é o principal vetor de três doenças devastadoras: o enfezamento pálido e o enfezamento vermelho (causados por fitoplasmas e espiroplasmas) e a virose do raiado fino. Em lavouras com alta infestação e época de plantio tardia — comum na safrinha — as perdas de produtividade podem ultrapassar 70% em casos severos.

O Papel dos Bioinseticidas no Controle

Os bioinseticidas à base de Beauveria bassiana, Metarhizium anisopliae e outros fungos entomopatogênicos têm demonstrado resultados consistentes no controle populacional da cigarrinha, especialmente quando aplicados de forma preventiva, antes do pico de infestação.

As vantagens em relação aos inseticidas químicos convencionais incluem:

  • Menor pressão de seleção de resistência na praga
  • Compatibilidade com programas de controle biológico conservativo
  • Ausência de período de carência restritivo
  • Menor impacto sobre insetos benéficos e polinizadores
  • Contribuição para a certificação em sistemas de produção sustentável

Integração com Outras Estratégias de MIP

O uso de bioinseticidas não substitui o monitoramento constante — ele o complementa. Um programa eficaz de MIP para cigarrinha-do-milho combina:

  • Monitoramento periódico com contagem de ninfas e adultos por planta
  • Épocas de plantio adequadas para escapar do pico populacional
  • Tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos na emergência
  • Aplicações estratégicas de bioinseticidas em condições de umidade e temperatura favoráveis
  • Variedades com tolerância às viroses transmitidas pela praga

Recomendações Técnicas para o Produtor

O período crítico de infestação coincide com as primeiras semanas após a emergência. Aplicações de bioinseticidas realizadas entre V2 e V6 (2 a 6 folhas) têm mostrado os melhores resultados em termos de custo-benefício. A eficácia aumenta significativamente quando a temperatura está acima de 20°C e a umidade relativa supera 80%.

A Assistec Agrícola auxilia produtores de milho safrinha no planejamento e execução de programas de MIP, com monitoramento técnico e recomendações baseadas em dados de campo. Entre em contato com nossa equipe e proteja sua lavoura com estratégias comprovadas de manejo.