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Fertilizantes: Entregas Caem 1,3% no Primeiro Bimestre de 2026

O mercado brasileiro de fertilizantes iniciou 2026 em ritmo mais lento. Segundo dados da ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos), o volume total de entregas no primeiro bimestre somou 6,92 milhões de toneladas, uma retração de 1,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Queda acentuada em fevereiro

O mês de fevereiro foi o mais impactado: uma queda de 8,6% em relação a 2025, totalizando 3,05 milhões de toneladas entregues. O ambiente de crédito rural restrito e as elevadas taxas de juros estão entre os principais fatores que freiam a demanda do produtor por insumos.

Mato Grosso lidera o consumo nacional

Mesmo com a retração geral, Mato Grosso mantém sua posição de maior consumidor nacional de fertilizantes, concentrando 27,5% de todas as entregas do bimestre. O estado, principal produtor de soja e milho do Brasil, reflete a alta dependência da agricultura intensiva por insumos externos.

Produção nacional e importações recuam

A situação é ainda mais delicada quando se olha para a cadeia produtiva:

  • A produção nacional de intermediários para fertilizantes caiu 19,2% no bimestre
  • As importações recuaram 9,9% no mesmo período
  • O Porto de Paranaguá, principal porta de entrada de fertilizantes no Brasil, registrou queda de 17,8% nos desembarques

O que esperar para os próximos meses?

O cenário de crédito restrito e juros elevados tende a manter a pressão sobre as compras de insumos no curto prazo. Para o produtor rural do Centro-Oeste e Sul do Brasil, o planejamento antecipado da safra 2026/27 — com negociação de preços e condições de pagamento junto aos fornecedores — se torna essencial para garantir a rentabilidade da lavoura.

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