Atualizado em 12 nov 2025 • Por Miguel Faustino
O plantio da soja 2025/26 alcançou 47,1% da área prevista no Brasil até 01/11. O avanço semanal foi de 12,7 p.p., mas o ritmo segue atrás da safra passada e também da média dos últimos cinco anos. Em linha com a janela de semeadura e com a variabilidade recente de chuvas, esse atraso exige atenção redobrada no manejo para evitar replantios, perdas de estande e impacto de custo por hectare.
Por que isso importa
Em anos de início irregular de chuva, a qualidade da semeadura e a gestão do estande decidem a produtividade final. Atrasos pressionam a janela ideal, aumentam risco de falhas de emergência e podem comprimir o calendário da segunda safra em regiões de rotação com milho, elevando o risco climático e fitossanitário. A decisão técnica nas próximas semanas — quando plantar, como plantar e o que ajustar — é determinante para segurar resultado.
Dados-chave do avanço por estado
- Mato Grosso (MT): 80,1% semeado — segue puxando o ritmo nacional.
- Mato Grosso do Sul (MS): 73%.
- Paraná (PR): 71%.
- São Paulo (SP): 60%.
- Bahia (BA): 21% • Tocantins (TO): 19% • Goiás (GO): 29% • Minas Gerais (MG): 17,5% • Santa Catarina (SC): 12% • Rio Grande do Sul (RS): 9%.
O plantio nacional está ~6,2 p.p. atrás do mesmo período de 2024/25 e ~7,6 p.p. abaixo da média de 5 anos.
Recomendações técnicas da Assistec
- Janela & solo: priorizar talhões com umidade adequada (0–10 cm) e boa trafegabilidade. Evitar semeadura em solo “no limite” para não comprometer emergência.
- Ajuste de população: calibrar densidade conforme cultivar e época. Em atraso, evitar superpopulação para não elevar acamamento e pressão de doença.
- Velocidade de semeadura: manter entre 4,5–5,5 km/h com verificação de distribuição e profundidade (3–5 cm), garantindo uniformidade de estande.
- Tratamento de sementes: priorizar fungicidas e inseticidas de amplo espectro; em áreas de maior risco, incluir polímero/adesivante para proteger o ativo e melhorar plantabilidade.
- Inoculação e coinoculação: respeitar volume, compatibilidade e tempo de calda; evitar exposição ao calor. Em replantio, revisar estratégia de inoculação.
- Pré-emergentes: usar residuais em dose e sequência corretas para segurar mato na fase crítica (V1–V3), especialmente em áreas com buva, capim-amargoso e capim-pé-de-galinha.
- Fisiologia & estresse: em talhões com emergência irregular, aplicar bioestimulantes/zn/mn conforme diagnose foliar e meta de uniformidade — sempre com critério técnico.
- Planejamento da 2ª safra: nas regiões de milho safrinha, recalibrar híbrido, ciclo e janela de N em função do calendário que se desenha.
Visão de médio prazo
Com a regularização gradual das chuvas, a tendência é de aceleração da semeadura nas próximas duas semanas. Ainda assim, diferenças regionais devem persistir — com estados do Sul exigindo maior cautela no momento de entrar com a semeadura e estados do Centro-Oeste consolidando a reta final. O produtor que proteger a base (semente de qualidade + plantabilidade + pré-emergente) tende a capturar melhor resultado mesmo com janela comprimida.
Conclusão
O cenário é de avanço consistente, porém com alerta ligado para janela e uniformidade. A Assistec acompanha os clientes em campo com recomendações ajustadas por talhão, garantindo decisões rápidas e seguras para fechar a semeadura com estande forte e base de produtividade bem estabelecida.
Fonte: Canal Rural — “Brasil plantou 47,1% da área de soja 25/26, aponta Conab”. Acesso em 10/11/2025.