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Projeções do USDA para a safra 2025/26: milho em alta, soja com ajuste para baixo

Brasília, 21/08/2025 – As estimativas globais para as grandes culturas de grãos e oleaginosas na safra de 2025/26 apontam para cenários distintos entre milho e soja. Enquanto a produção de milho deve acelerar, a de soja enfrenta revisão negativa — segundo relatório divulgado pelo USDA. 3tres3+1


Panorama do milho

  • A produção mundial de milho para a safra 2025/26 foi estimada em cerca de 1.288,6 milhões de toneladas (Mt), indicando um avanço de 5,1% sobre o ciclo anterior (1.226,0 Mt). 3tres3+1
  • Nos Estados Unidos, a projeção alcança 425,3 Mt, alta de 12,6% frente à safra anterior (377,6 Mt). 3tres3
  • A China manteria produção em 295,0 Mt, enquanto a União Europeia recuaria para 58,0 Mt (queda de 2,2%). Já a Ucrânia saltaria para cerca de 32,0 Mt, alta de 19,4%. 3tres3
  • No Brasil, espera-se produção em torno de 131 Mt, queda de 0,8% em relação aos 132 Mt da safra anterior. 3tres3
  • Quanto ao comércio internacional, as exportações globais de milho devem crescer cerca de 3,7%, para aproximadamente 200,9 Mt. 3tres3
  • Em termos de estoque final global, a estimativa é de ligeira redução, para cerca de 282,5 Mt, embora os EUA apresentem crescimento enquanto o Brasil registre queda acentuada. 3tres3

Panorama da soja

  • A produção mundial de soja para 2025/26 foi estimada em 426,4 Mt, crescimento modesto de 0,6% sobre a safra anterior (~424,0 Mt). 3tres3
  • No Brasil, a produção projetada é de 175 Mt, avanço de 3,6%. Na Argentina, a estimativa é de 48,5 Mt, queda de 4,7%. No Paraguai, a produção ficaria em 11,0 Mt (+7,8%). 3tres3
  • Nos EUA, a projeção aponta para 116,8 Mt, recuo de 1,7%. 3tres3
  • Em exportações, o Brasil lideraria com 112,0 Mt, crescimento de 9,7%. Já os EUA exportariam cerca de 46,4 Mt, queda de 9,1%. Argentina estaria em cerca de 5,8 Mt, recuo de 4,9%. 3tres3
  • Os estoques finais mundiais de soja devem recuar cerca de 0,9%, para ~124,9 Mt, sustentados principalmente pelo aumento de estoques do Brasil. 3tres3

O que isso significa para o agro

  • Para o milho, o cenário é de otimismo, com aumento robusto da produção nos EUA que realinha a oferta global.
  • Para a soja, o crescimento é modesto e isso pode gerar pressão sobre margens e tornar o mercado mais sensível a custos, clima e logística.
  • No Brasil, apesar do recuo projetado para o milho, a posição do país continua estratégica no cenário global. Já no negócio da soja, o Brasil reafirma o protagonismo nas exportações.
  • Produtores, técnicos e gestores devem monitorar atentamente: variáveis como clima, custos, câmbio e demanda externa (especialmente Ásia) podem alterar significativamente esses cenários.

Pontos de atenção para fazendas e equipes técnicas

  1. No milho, antecipe e otimize janelas de plantio para aproveitar o momento de alta oferta global e potencial de escala.
  2. Na soja, reavalie custo de produção e estratégias de exportação — a moderação no crescimento exige rigor em gestão de custos e produtividade.
  3. Logística e exportação serão diferenciais: com crescimento esperado nas exportações de milho e soja, quem tiver vantagem em frete, armazenagem e relacionamento internacional estará em vantagem.
  4. Acompanhe os relatórios de atualização do USDA e outras fontes especializadas, pois revisões serão constantes conforme clima, mercado e política global mudem.